Malandro. Foi assim que o atacante Amoroso, do Grêmio, definiu o técnico do Santos, Wanderley Luxemburgo, seu adversário nesta quarta-feira, pela partida de volta da semifinal da Taça Libertadores. Após o primeiro jogo no estádio Olímpico, quando os gaúcho venceram por 2 x 0, o treinador santista adotou duas posturas: a primeira foi elogiar, dizendo que o Tricolor poderia ter feito mais gols, e depois reclamou do número de faltas do Grêmio (21, contra três do Santos),
“Temos que usar toda a nossa experiência nesse momento. O Santos tem um treinador malandro, mas que eu admiro muito. Ele que me deu chance de voltar à seleção brasileira, quando fomos campeões da Copa América. Ele tem grande capacidade. Sabemos que se fosse o contrario, ele também iria catimbar. Eu conheço bastante o Luxemburgo e espero poder ajudar o (técnico) Mano (Menezes) com alguma coisa, dando algum toque na preleção sobre as malandragens dele”, disse Amoroso.
O meio-campista Lucas também estranhou essa postura do treinador adversário. “Foi estranho ele ter falado das faltas, porque depois do jogo, ele até elogiou o Grêmio, falando que poderíamos ter feito mais gols. Mas temos que entrar nessa, encarando isso de forma negativa. Não podemos entrar nessa provocação.”
Como de costume, Amoroso não perdeu a chance de provocar um pouco o adversário, mas dessa vez, foi de leve. “É o que eu sempre digo, o vencedor comemora e o perdedor lamenta e ele preferiu lamentar desse jeito. Mas ainda não ganhamos e tenho certeza que vai ser um jogo difícil.”
Assim como aconteceu no São Paulo em 2005, Amoroso chegou ao Grêmio já na fase final da Libertadores e agora pode ganhar seu segundo título continental. “Para mim, o importante é ajudar o Grêmio. Cheguei com um grupo já pronto e quero me entrosar bem o mais rápido possível. E para mim, até aumenta um pouco a responsabilidade, pois fui contratado exatamente para essa competição. Pode ser que a minha sina seja tricolor, primeiro com o São Paulo e agora com o Grêmio.”