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Salários e direitos de imagem atrasados serão coisas do passado em breve no Palmeiras. Pelo menos é isso que a cúpula alviverde espera que aconteça quando três projetos apresentados à imprensa na noite desta segunda-feira ganharem projeção e adesão em massa dos simpatizantes do clube.
“Não podemos viver apenas das rendas do futebol. Precisamos de receitas alternativas e é isso que viemos apresentar a vocês. É um conjunto de ações que tem como objetivo principal gerar receitas para o futebol”, simplificou o presidente do clube, Affonso Della Mônica, que teve de deixar a coletiva para tratar de assuntos particulares e deixou as explicações mais detalhadas a cargo de Luiz Gonzaga Belluzo, diretor de planejamento, José Cyrillo Júnior, diretor administrativo, e Gilberto Cipullo, vice-presidente do Verdão.
O primeiro projeto apresentado pela cúpula alviverde foi a já conhecida Cesta de Atletas. Formada por 15 atletas, a Cesta reúne estrelas do quilate de Valdívia e jovens promissores como Samuel e Daniel “Lovinho”, das categorias de base do Verdão.
Dividida em cotas (de R$ 20 mil a R$ 75 mil), a Cesta é aberta para qualquer pessoa, física ou jurídica, desde que não faça parte da diretoria do Palmeiras ou tenha alguma relação familiar com os mesmos. O funcionamento é simples e “imita” a Bolsa de Valores: o investidor terá lucro ou prejuízo dependendo do valor que cada atleta for negociado pelo Verdão no futuro.
No caso do chileno Valdívia, colocado à disposição dos investidores por R$ 10.800.000,00, por exemplo, alguém que invista R$ 20 mil terá lucro apenas se o jogador for vendido por um valor maior do que o estipulado na Cesta. O dinheiro colocado no clube, no entanto, não pode ter apenas um jogador como alvo. “O investimento é na cesta toda”, esclareceu Cipullo.
Segundo os dirigentes, o Palmeiras colocará à disposição dos investidores 30% dos direitos federativos dos atletas sobre a porcentagem que o clube tem direito. No caso de Valdívia, serão 30 sobre 100%, mas, no caso de David, por exemplo, os 30% serão sobre os 60 a que o Verdão tem controle.
A Cesta tem amplitude para arrecadar cerca de R$ 9 milhões caso todas as cotas sejam negociadas. “Esperamos conseguir, ao menos, 50% disso”, divulgou Cipullo, que na primeira reunião já conseguiu cerca de R$ 2 milhões dos investidores. Ainda nesta segunda, novos interessados devem injetar mais dinheiro na Cesta.
O segundo projeto trata do lançamento de títulos remidos do Palmeiras. “É um projeto batizado de Sociedade dos Eternos Palestrinos. Quem fizer sua filiação ganhará uma réplica da primeira camisa do Palestra Itália e também um diploma”, explicou Luiz Gonzaga Belluzzo. Serão 1.200 títulos disponibilizados. Os individuais custarão R$ 8.500,00 e os familiares R$ 9.900,00. Quem se associar ficará isento das tradicionais mensalidades dos sócios “comuns”. O lançamento oficial do projeto acontecerá no dia 18 de junho, no próprio Parque Antártica.
Diretor administrativo do Palmeiras, José Cyrilo Júnior foi o encarregado de falar sobre o projeto da construção da Arena Multiuso. Segundo o cartola, o projeto prevê o aumento da capacidade do Parque Antártica para 45 mil lugares e a construção de camarotes, salões para locação e outros atrativos extra-futebol.
A intenção maior, no entanto, é receber jogos da Copa do Mundo de 2014, praticamente confirmada para o Brasil. “Já enviamos à documentação protocolada para a CBF e para a Fifa. O projeto traria uma fonte de renda permanente ao Palmeiras, pois seria utilizado na Copa do Mundo e, posteriormente, pelo próprio clube”, explicou Cyrillo.