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Futebol

Palmeiras tenta a conversa para evitar a crise

Arquivo Geral

20/06/2007 0h00

Sem vencer há quatro rodadas do Campeonato Brasileiro, a pressão é grande no Palmeiras. Por conta disso, a principal tática do técnico Caio Júnior para a partida deste domingo contra o Atlético-PR, no Parque Antártica, é a conversa. No treino desta quarta na Academia de Futebol, o treinador reuniu o grupo ao centro do gramado e comandou uma reunião que durou meia-hora, antes de iniciar as atividades. O pedido foi simples: agora é a hora dos jogadores agüentarem a pressão por estarem em um grande clube.

“É na pressão que podemos observar melhor os jogadores”, definiu Caio, que aprova a cobrança da torcida, até as facções organizadas, que aproveitaram a abertura dos portões de um jogo das categorias de base para protestar. “Foi um manifesto de uma torcida que quer ver o Palmeiras em primeiro lugar. Eu vejo isso de maneira positiva, foi uma coisa dentro do parâmetro do futebol. Nós temos que aprender a lidar com a pressão”, completou.

Uma série de fatores ajuda a má fase do Palmeiras se prolongar. Caio Júnior não confirma, mas os salários estão com alguns dias de atraso, assim como os direitos de imagem. Para o treinador, o importante é que a diretoria vem dando respaldo aos atletas – e também à comissão técnica.

“Eu tive o apoio pessoal do Gilberto Cipullo (vice de futebol). Ele esteve no vestiário antes dos trabalhos dando apoio aos jogadores. Mostrou que há coerência dentro do clube. Falta apenas detalhes para engrenarmos no Brasileirão. Quando eu cheguei havia um atraso de quatro meses no salário e trabalhos normalmente. O importante é isso, a diretoria mostrar a cara, dar apoio ao grupo. Os jogadores precisam saber do peso de vestir a camisa do Palmeiras, mas com apoio”, definiu o comandante alviverde.

Caio garante que é ‘até melhor trabalhar sob pressão’, mas nem por isso a tranqüilidade mostrada no discurso é uma máxima. No empate em 1 a 1 com o Botafogo, jogadores como o lateral-direito Paulo Sérgio sentiram o tal peso da pressão e garantem que aprenderam a lição.

“Sei da pressão que existe aqui, mas também sei que essa pressão é devido aos resultados. A gente voltando a vencer, a torcida vai estar do nosso lado. Eu optei por jogar no Palmeiras, sei como as coisas funcionam por aqui”, disse o lateral, que revela o teor da conversa com o treinador dentro de campo. “Ele pediu para a gente ter tranqüilidade, não tremer. Precisamos jogar alegre, com felicidade, ciente da responsabilidade”, concluiu.

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