Depois de perder pela segunda vez no ano para o São Paulo e ver a distância para o líder do Brasileirão aumentar para 11 pontos, o elenco palmeirense se reapresentou nesta quinta-feira incomodado com o revés em pleno Palestra Itália.
Os jogadores que participaram do clássico realizaram um trabalho leve, regenerativo, e a longa conversa com o técnico Caio Júnior foi o que mais chamou a atenção. Segundo Wendel, o teor do bate-papo foi um só: levantar o astral do grupo.
“Estamos muito chateados, pois, contra o São Paulo, a gente sempre quer vencer. A equipe produziu bem no segundo tempo e poderia ter saído com um empate ou até com a vitória. Ainda estamos chateados, mas isso tem que passar de hoje para amanhã, pois precisamos manter a concentração no Cruzeiro”, alertou.
Além do óbvio sentimento de tristeza pela derrota pura e simples, Wendel revelou outro motivo que aumentou ainda mais a ira pelo revés diante do rival. “Houve um gol legal. Foi um lance difícil para o auxiliar, mas a televisão mostrou que o gol foi mal anulado e isso aumenta ainda mais a nossa raiva, pois, se o empate saísse, tínhamos todas as condições de marcar o segundo gol, pois estávamos jogando bem”, reforçou.
Wendel lembrou de outro confronto contra o próprio São Paulo para ilustrar o tamanho de sua decepção com a nova derrota para o rival. “É a segunda vez que somos prejudicados pela arbitragem contra eles. Em um jogo pela Libertadores, o árbitro deu um pênalti que não existiu quando também estávamos bem no jogo”, finalizou.
O diretor de Futebol Savério Orlandi também mostrou indignação com a arbitragem do clássico, mas descartou entrar com uma representação junto à CBF contra o carioca Djalma José Beltrami Teixeira. “No momento não pensamos nisso. A gente lamenta, mais uma vez, que o Palmeiras tenha tido a sorte de um jogo definida pela arbitragem, mas essa não foi a primeira vez e não será a última, infelizmente”.