O São Paulo perdeu por 3 a 0 para o Goiás com oito mudanças em sua equipe titular, a maioria delas feita por livre vontade do técnico Juan Carlos Osorio. O colombiano que surpreende os torcedores com as suas escalações e sistemas táticos a cada partida ainda não teme ser traído por essa filosofia.
Para Osorio, pouco importa se algum dos seus comandados não aceitar o rodízio. “Converso com eles, mas não pergunto se estão de acordo ou não. Só falo o motivo de o outro atleta merecer a oportunidade. Se o jogador entende, ótimo. Se não entende, é problema dele, e não meu”, bradou.
Ao menos publicamente, os jogadores dizem compreender Osorio. O volante Wesley, por exemplo, gosta de lembrar que já está acostumado aos métodos do colombiano por ter atuado na Europa – defendeu o alemão Werder Bremen entre 2010 e 2012.
Jogadores com menos experiência, como o prata da casa Lucão, também demonstram obediência. O defensor diz que está à disposição de Osorio tanto como zagueiro quanto como volante – mudança de posicionamento também utilizada com Breno, agora lesionado.
Houve casos, contudo, de a insatisfação com o comandante ficar explícita. Os meias Michel Bastos e Paulo Henrique Ganso e o atacante Luis Fabiano já extravasaram a sua irritação com substituições de Osorio.
No domingo, a ira estava nas arquibancadas. A torcida desabafou contra a péssima atuação na derrota para o Goiás com os mais diversos coros – chegou até a idolatrar o zagueiro uruguaio Diego Lugano, reforço preterido por Osorio.
O técnico sabe que o público são-paulino só estará ao lado dos seus 11 titulares (independentemente de quem sejam) e do esquema tático adotado em determinada partida com vitórias. Por isso, redobrará a atenção com o jogo contra o Ceará, na quinta-feira, pelas oitavas de final da Copa do Brasil, de novo no Morumbi.
“Precisamos ter mais penetração e manter a bola no ataque”, indicou Juan Carlos Osorio, já começando a refletir sobre as novas mudanças que fará no São Paulo no próximo compromisso.