O príncipe jordaniano Ali bin al-Hussein, único candidato que tenta desbancar Joseph Blatter da presidência da Fifa, reage às prisões que movimentaram os bastidores do futebol nesta quarta-feira.
“É um dia triste para o futebol. Claramente esta é uma história em desenvolvimento, cujos detalhes ainda vão aparecer. Não é apropriado fazer mais comentários neste momento”, resume príncipe Ali, cauteloso e prometendo posicionar-se melhor quando os desdobramentos do caso alcançarem o público.
“Não podemos continuar com essa crise na Fifa. É uma crise que está acontecendo e não são os acontecimentos de hoje são relevantes”, opina Ali. “A Fifa precisa de lideranças que governe, guie e proteja as associações. Uma liderança que assuma responsabilidades por suas ações e não passe a culpa para outros, além de restaurar confiança de milhões de torcedores pelo mundo”, escreveu nas redes sociais.
O jordaniano é o representante asiático entre os vice-presidentes da Fifa, além de ocupar outros cargos executivos no futebol do continente. O príncipe Ali tornou-se único combatente de Blatter após as desistências do ex-jogador Luis Figo e do presidente da Federação Holandesa, Michael van Praag.
Ambos também garantiram apoio ao opositor, em ação que teve como objetivo unir as forças contra o atual presidente da Fifa. A expectativa é que algumas federações antes fiéis a Blatter mudem seus votos frente às prisões de sete cartolas ligados à entidade máxima do futebol. É o caso da inglesa Football Association, que já confirmou apoio a Ali.
As eleições que definem o novo presidente da Fifa serão realizadas nesta sexta-feira. Desde 1998 no cargo, Blatter tenta o quinto mandato para ampliar seu reinado. O príncipe Ali é o único opositor, e ao menos antes da polêmica não tinha apoio necessário para subir ao poder.