Cinema lotado para assistir ao Super Bowl e partida de exibição no Mané Garrincha. Os eventos passados do futebol americano em Brasília dão mostras de que a modalidade tem ganhado cada vez mais adeptos na capital federal. Neste final de semana, a cidade recebe as primeiras partidas do Campeonato Brasiliense de Futebol Americano.
Neste ano, o número de participantes engordou em relação a 2014: serão cinco (eram quatro no ano passado). Talvez por isso, os novatos do Templários possam ter a oportunidade de surpreender os concorrentes na disputa pelo título. A equipe é a única estreante.
“Nossa expectativa é fazer um bom campeonato em nossa temporada de estreia. Queremos mostrar que somos uma equipe competitiva, séria. Nossa intenção é aprender muito neste campeonato para podermos jogar o Nacional, que é o nosso grande objetivo do ano”, sentencia Leandro Hernandes, o Bandana, presidente do time que representa a Universidade Católica de Brasília.
Equilíbrio em campo
Com um número um pouco maior de equipes, a tônica da disputa da segunda edição do Campeonato Brasiliense deve ser a paridade entre as equipes.
Talvez por isso, Bandana sequer se arrisque em apontar um favorito ao título. “É difícil dizer. Vejo um campeonato muito nivelado, com as equipes muito próximas entre si”, opina.
Experiência
Para Raquel Araújo, presidente do Brasília Alligators, entretanto, o campeonato já tem uma equipe certa para levantar o caneco deste ano. Sem “medo” do favoritismo, ela crê que o time tenha evoluído de uma temporada para outra e larga na frente. “Aposto em nós como favoritos, sem falsa modéstia. As expectativas são enormes, esse ano temos um elenco maior, com muito mais sangue no olho e mais experiência. Os meninos têm treinado bastante tanto a parte física e prática quanto a parte teórica e isso tem feito uma boa diferença”, revela.
Estádios para gente grande
O futebol americano em Brasília vive uma espécie de lua de mel com os grandes estádios locais. Isso porque, depois do sucesso na partida de exibição no Mané Garrincha, algumas partidas desta edição já estão marcadas para o Bezerrão, segundo maior estádio da capital federal.
A medida tem despertado elogios e críticas. Para Leandro Hernandes, praticante da modalidade há quase uma década, jogar em um estádio como o Bezerrão é praticamente um sonho.
“Quando a gente começou a jogar, não sabia nem se um dia teria todo o equipamento do jogo. Hoje, poder jogar com a torcida na arquibancada, em um estádio com o campo pintado, é algo que nem passava pela nossa cabeça”, recorda.
Muito longe
A presidente do Alligators, Raquel Araújo, recorda o Estádio do Cave, antiga casa do futebol americano em Brasília. Segundo ela, o local não oferece mais condições para as disputas. A distância para o Bezerrão é vista como um empecilho.
“Um pouco frustrante, mas ao mesmo tempo bom porque o Cave estava em péssimas condições. Nunca fui ao Bezerrão, acredito que vá ser uma experiência muito boa para todos. Alguns amigos falaram que só não vão porque é longe. O pai de um dos jogadores também.”