No ano passado, o Chivas deu imenso trabalho ao São Paulo e tirou até a invencibilidade de quase 18 anos do clube paulista em casa na Libertadores da América. Nesta quarta-feira, o Tricolor volta a enfrentar um adversário mexicano, o Necaxa, em um confronto que promete ser disputado, já que vale a liderança do grupo 2 da competição sul-americana. A partida acontece a partir das 21h45, no estádio Victoria, em Aguascalientes.
Um dos principais personagens dos jogos contra o Chivas, o meia Souza garante que está preparado para enfrentar um outro representante do México, que está pela primeira vez no torneio da América do Sul. “A Libertadores sempre tem rivalidade, ainda mais quando se fala em encontro desses dois países”, previu o camisa dez.
Apesar de todo respeito por parte do São Paulo, o Necaxa vive um momento de pressão. O time de Aguascalientes não venceu em suas oito apresentações do Campeonato Mexicano, ao contrário do Tricolor, que acumula 29 partidas de invencibilidade.
Já o técnico Muricy Ramalho prefere deixar de lado qualquer tipo de rivalidade fora dos gramados. O treinador se preocupa apenas em conquistar um bom resultado para evitar problemas na busca pela classificação. “O problema da Libertadores é ganhar jogo, futebol é resultado. Estamos em um momento muito competitivo, é legal jogar bem, convencer, ganhar. Isso é o ideal. Mas técnico e jogador vivem de vitória”, lembrou.
Nos últimos dias, o centroavante Aloísio foi vítima de muitas perguntas em relação à falta de gols. O atacante não marcou em suas dez últimas apresentações. A última vez que balançou as redes foi no final de janeiro, na vitória contra o Rio Claro. ”O Aloísio é muito importante pois jogamos apenas com um homem de ligação para o ataque”, defendeu o treinador. “Jogador fica abatido quando pára de lutar. Não é o caso do Aloísio”, completou.
Para o jogo em Aguascalientes, o São Paulo terá novidades. O zagueiro André Dias e o volante Josué estão recuperados de contusões musculares e foram confirmados. Os desfalques são o volante Fredson e o meia Jorge Wagner, ambos contundidos.
Já no Necaxa, o principal destaque é o atacante Kléber, campeão brasileiro em 2001 com a camisa do Atlético-PR. Ao contrário do Campeonato Mexicano, o jogador se mostra confiante na boa campanha do time na Libertadores.
”Esperamos melhorar, mudar nossa forma de jogar. Estamos em situação difícil no Campeonato Mexicano e poderemos ter problemas com descendo para a segunda divisão a partir do ano que vem (no México, o rebaixamento é feito por média de anos anteriores), mas temos que mirar nas duas competições”, avisou o atleta.