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Futebol

Muito investimento e nenhum título colocam reeleição de Della Mônica em xeque

Arquivo Geral

09/10/2006 0h00

Quando assumiu o cargo de principal dirigente do Palmeiras em janeiro de 2005, o presidente Affonso Della Mônica, apesar de ter vencido as eleições como candidato da situação, não demorou em começar a ser visto por todos no clube como o anti-Mustafá, a solução para os problemas causados pelo “reinado” dos 12 anos de seu antecessor no poder e pela falta de títulos importantes, que dura desde 1999, ano em que o Verdão sagrou-se campeão da América.

Em seu primeiro ano de mandato, o presidente tentou mostrar serviço e deixou clara qual seria sua prioridade: “Sou um homem do futebol”, disse, à época. Investiu cerca de R$ 13 milhões em reforços, buscou Juninho Paulista e Gamarra no exterior, tirou o cobiçado Marcinho do São Caetano e deu atenção total ao departamento de futebol, mas o tão sonhado título não veio.

Em 2006, a expectativa, com a manutenção do técnico Emerson Leão, contratado no meio da temporada anterior, era a melhor possível. Chegaram novos e valorosos reforços, como Paulo Baier (“presente de Natal” de Palaia) e Edmundo, porém, mais uma vez, o time não andou da forma como imaginavam os cartolas.

O clube trouxe mais de 30 atletas, alguns desconhecidos e vindos por “indicações” de dirigentes, que levaram o clube a arcar com contratos de risco e valores fora da realidade de um clube que arrecada pouco mais de R$ 170 mil de renda, em média, por partida como mandante no Campeonato Brasileiro.

O fracasso no Paulista, o fiasco na Libertadores e a ameaça constante de um novo rebaixamento no Brasileirão levaram a direção a trocar de técnico três vezes (Leão, Marcelo Vilar, Tite e novamente Marcelo Vilar) e trouxeram à tona velhos fantasmas no Palmeiras, com problemas administrativos do clube começando a aparecer.

Direitos de imagem, salários e “bichos” atrasados, cheques devolvidos de fornecedores, vales de funcionários “esquecidos”, contratações equivocadas, declarações descabidas via imprensa. Esse foi o resumo dos últimos meses da administração Affonso Della Mônica à frente do Palmeiras.

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