Poucos acreditavam que o São Caetano, dono de um sistema defensivo bem armado, pudesse ser vazado duas vezes pelo Santos, que não marcava gols pelo Paulistão desde a última rodada da fase de classificação.
A responsabilidade de dar o título ao Peixe ficou nas mãos, ou melhor, nas cabeças de quem nem mesmo a torcida do Peixe esperava: Adaílton, ,zagueiro rebatedor, e que ainda não havia marcado pelo clube, e Moraes, até então um simples reserva do time.
Depois de marcarem os gols do título, os heróis santistas preferiram manter a humildade. “O que eu mais queria era dar alegria a essa torcida e estou muito feliz. É tanta emoção que não cabe dentro de mim. É indescritível”, discursou Adaílton.
Filho de um ex-artilheiro do Peixe, Aloísio Guerreiro, Moraes entrou na etapa final no lugar de Jonas e, também de cabeça, marcou seu segundo gol no Paulistão (o primeiro foi conta a Ponte Preta).
Igualmente humilde e emocionado, o jogador, que chegou a morar com Robinho nos tempos de juniores, quase foi às lágrimas ao ouvir, pelo rádio, a narração do gol do título.
“É maravilhoso ter feito um gol como esse. Agradeço ao professor Wanderley, à torcida e aos companheiros, pois todos lutaram até o fim. Vencemos com merecimento”, sintetizou o mais novo ídolo da torcida peixeira.