Onde está o dinheiro da venda de Robinho? A pergunta que o torcedor do Santos vem se fazendo foi respondida pelo presidente do clube, Marcelo Teixeira, em evento realizado nesta sexta-feira, na Vila Belmiro. O homem-forte do Peixe reconheceu que a maior parte dos US$ 30 milhões (cerca de R$ 72 milhões na época) recebidos pela transferência do Rei das Pedaladas já foi investido em infra-estrutura e contratação de atletas.
“Os recursos provenientes do Robinho em grande parte já foram investidos, mas também podemos recuperar grande parte em outras negociações. Não foi torrado. O clube tem hoje uma estrutura que não dispunha há dez anos. Eu poderia deixar o dinheiro em caixa e esperar em berços esplêndidos (o fim do mandato) sem conquistar mais títulos, mas não é isso que queremos. Para o torcedor, o título do Paulista não tem preço. Continuaremos investindo, inclusive pode ser até mesmo o que restou referente ao Robinho”, afirmou.
Apesar de garantir que ainda sobrou uma parcela do dinheiro da venda do atacante, Teixeira se recusou a dar o valor exato do que há nos cofres do Alvinegro praiano. “Os conselheiros têm ciência. Há recursos aplicados em alguns bancos. Não há apenas o que é visto (estrutura), pois o Santos também está equacionando suas dívidas”, afirmou. Dentre as obras realizadas, há a modernização do CT Rei Pelé, a finalização do CT Meninos da Vila e a reforma da Vila Belmiro.
O dirigente ainda revelou que o Peixe tem a possibilidade de encher novamente o caixa com novas transações, mas garante estar mantendo o elenco para possibilitar a busca por mais conquistas. “O Santos não é um balcão de negócios. Qual é a prioridade do clube, ter dinheiro em caixa ou conquistar objetivos da base e dos profissionais? Hoje a prioridade são os objetivos. Se quiséssemos vender o Maldonado ou o Denis, teríamos compradores na hora, o que daria dinheiro em caixa, mas não é isso que queremos. Temos um ativo de US$ 15 milhões se vendêssemos jogadores. Mas não é fase de vender”, esclareceu.
Ciente das possíveis ofertas de mercados maiores, Teixeira explicou que só aceitaria vender um atleta caso a proposta fosse irrecusável e o Peixe tivesse a condição de não se abalar em campo. O cartola ainda garantiu que a situação financeira do clube é invejável.
“Graças a Deus a saúde financeira do Santos é excelente. Estamos equacionando as dívidas e todas as condições são cumpridas. O Santos tem planejamento, tem programação. Há a extensão do patrimônio do clube. É uma utilização de verbas de forma profissional, não amadora. O Santos cumpre religiosamente os impostos, a expansão patrimonial… É uma programação feita com recursos, nada é feito sem recursos”, observou.
Por fim, Teixeira explicou que os objetivos do Santos dentro de campo não se resumem apenas à atual temporada, mas também a conquistas nos próximos anos. “Renovamos uma equipe que disputava a décima posição no ano passado. E esse ano já conquistou o Paulista, que há muito tempo não ganhávamos. Estamos em disputas em termos nacionais e internacionais, com objetivos também para 2007”, concluiu.