A derrota de quarta-feira para o Santos na Vila Belmiro praticamente tirou o Corinthians da briga por uma vaga nas semifinais do Campeonato Paulista. Mas, dentro do elenco alvinegro, o consenso é de que o time só não está entre os primeiros colocados porque perdeu muitos pontos dentro de casa.
Ao todo, foram dez pontos perdidos (derrotas para Ituano e São Caetano e empates diante de Rio Branco e Barueri), que hoje deixariam o Timão na terceira posição. “Agora está muito difícil, dependemos de muita gente. Enquanto houver chance nós vamos lutar, mas não podíamos ter vacilando tanto no Pacaembu”, opina o volante Magrão.
Sobre o clássico na Vila, o jogador afirmou que “alguns lances polêmicos definiram a partida”. Depois, ponderou: “Mas também não adianta falar de arbitragem porque vão dizer que é choro. Quem está na merda não tem que reclamar. Mesmo com dois homens a menos, tentamos o empate para salvar nossa honra e é que com esse espírito que vamos para o jogo contra o Sertãozinho”.
Questionado com relação a possíveis culpados por uma eliminação precoce da equipe, Magrão foi político. “A parcela de culpa é igual para todos. Eu tenho auto-crítica e sei o que fiz de bom e de ruim. Mas, quando o time não vai bem, sobra para todo mundo. Você nunca vai ver destaque nem jogador convocado para a seleção em time derrotado”, comentou.
O volante corintiano disse ainda que “é triste ficar fora das semifinais, até porque aparecem piadinhas como a do Marco Aurélio Cunha, que me deixam puto”, citando a brincadeira feita pelo superintendente de futebol do São Paulo. Cunha afirmou que São Paulo e Corinthians se encontrariam nas semifinais, “nós jogando e eles nos assistindo”.