O técnico Wanderley Luxemburgo comandou nesta quarta-feira seus primeiros treinos no Palmeiras desde que sofreu a fratura na região do cotovelo no braço direito. Como já era previsto, a lesão é um obstáculo no trabalho do treinador, tanto que o auxiliar Nei Pandolfo ficou no comando de uma atividade técnica e tática.
Mesmo sentado no banco de reservas na maioria do tempo, Luxemburgo manteve um alto grau de exigência na supervisão das ações na beira do gramado da Academia de Futebol. O treinador admitiu que está com dificuldades tanto em sua função profissional como na vida pessoal devido a fratura sofrida no final da semana passada.
“Está difícil fazer tudo, até para se vestir, ainda mais ficar com esse cotovelo dobrado o tempo inteiro. É muito complicado”, lamentou o comandante alviverde, que sempre é muito enérgico nas atividades com os jogadores.
Segundo o departamento médico do Palmeiras, Luxemburgo ficará imobilizado por seis semanas. Após o período para a consolidação do osso, o treinador inicia o processo de fisioterapia para recuperar a plenitude dos movimentos. “Além das limitações, esse cotovelo também está doendo pra caramba”, esbravejou.
Os jogadores preferiram minimizar a mudança de postura de Luxemburgo por causa da “contusão”. “Hoje o treino foi comandado pelo Nei, um trabalho técnico como sempre fazemos, o Wanderley ficou observando e avaliando. Esse problema da agressão foi muito grave, mas é uma coisa superada”, afirmou o atacante Alex Mineiro.
Acostumado ao estilo de Luxemburgo desde a década passada, o zagueiro Roque Júnior também lamentou os problemas vividos pelo treinador nas próximas semanas. “O que aconteceu com o Wanderley, não é esse o caminho. Mas nada melhor que um dia após o outro. Estamos tristes, mas o trabalho continua”, decretou o defensor.