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Futebol

Luxemburgo nega apatia, mas ainda não sabe se fica no Verdão

Arquivo Geral

24/11/2008 0h00

Wanderley Luxemburgo permaneceu boa parte do tempo da partida deste domingo contra o Ipatinga sentado no banco de reservas – e não em pé de maneira enérgica, como costuma fazer. O técnico do Palmeiras, no entanto, negou que esteja sendo indiferente ao clube após os atritos com membros de uma facção organizada. E reclamou da fissura no cotovelo direito, que o impede de trabalhar normalmente.


”Já aconteceu isso de eu não levantar em alguns jogos”, desmentiu Luxa, que desde o último domingo vem aparecendo com o braço direito pendurado em uma tipóia, por conta da lesão que sofreu ao ser agredido no Aeroporto de Congonhas por membros de uma organizada do Palmeiras.


”Preferi ficar sentado e calmo no banco, e não me locomovi porque essa porra dói pra cacente”, esbravejou o treinador. “E ainda querem ver fita para saber se essa fissura é verdadeira ou não”, emendou Wanderley Luxemburgo.


O comandante palmeirense campeão paulista este ano ainda não sabe se permanecerá no comando da equipe em 2009. Visivelmente chateado com os acontecimentos recentes, o técnico alviverde voltou a criticar a postura dos torcedores que o agrediram no aeroporto, no embarque da delegação alviverde para o Rio de Janeiro, para a partida do último domingo contra o Flamengo, no Maracanã.


”Eu tenho o direito de repensar o que aconteceu, é um direito que tenho como cidadão. Minha cabeça ficou meio complicada”, admitiu. “Um profissional pode ser criticado, mas eu não merecia essas agressões. As coisas aconteceram de uma maneira muito agressiva”, reclamou.


 

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