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Futebol

Luxemburgo exige ambiente de Libertadores na Vila

Arquivo Geral

04/06/2007 0h00

Enquanto se recusa a falar sobre a postura que os jogadores do Santos devem adotar para vencer o Grêmio, nesta quarta-feira, pelas semifinais da Copa Libertadores da América, o técnico Wanderley Luxemburgo não economiza conselhos aos torcedores.

Segundo o comandante do Peixe, o público que comparecer à Vila Belmiro pode ser decisivo para a partida, assim como acredita que os gremistas foram no jogo de ida, no Olímpico. “O importante é a torcida criar um ambiente de Libertadores no estádio. A do Grêmio fez isso, e a do São Paulo, por exemplo, também tem um comportamento diferente nessa competição. Quero um clima igual ao que foi criado em Porto Alegre”, exigiu Luxemburgo.

No Rio Grande do Sul, o Santos só não sentiu ainda mais o ambiente de Libertadores porque se hospedou em Viamão na véspera do jogo, fugindo dos gremistas de Porto Alegre. Após a derrota por 2 x 0 para o Tricolor, o técnico do Peixe já havia reclamado de ser “forçado” a não se concentrar na cidade em que a partida aconteceria. “É um absurdo os torcedores irem ao hotel soltar morteiros para o time não dormir. Estamos em 2007. A polícia e os clubes deveriam inibir isso”, protestou novamente.

Luxemburgo não deseja o mesmo para o adversário, pelo menos nesse ponto. “A pressão da torcida deve ser no estádio. O Grêmio tem que saber que vai jogar uma partida de Libertadores, contra o Santos, dentro da Vila Belmiro. Eles devem sentir isso como nós sentimos na pele lá em Porto Alegre”, cobrou.

Convocar os torcedores é prática comum do treinador do Santos. Antes do clássico contra o Corinthians, por exemplo, ele fez um apelo para não permitirem que o público visitante fosse maioria. E saiu satisfeito. “O comportamento do torcedor foi fundamental. Não queria jogar ‘fora de casa’ dentro da Vila. Mas esse apoio serviu para agora. Na quarta-feira, quero um ambiente igualzinho ao do Sul”, voltou a pedir.

Apesar da aprovação de Luxemburgo, a diretoria do Peixe não se contentou com o público de 10.736 pagantes do clássico de domingo, já que realizou promoção de ingressos antes da partida. Para o jogo com o Grêmio, a carga de bilhetes vendida na cidade de São Paulo deverá ser maior.

Arbitragem 

Wanderley Luxemburgo reclamou bastante da escolha do árbitro Sergio Pezzota para trabalhar na primeira semifinal contra o Grêmio. O técnico considera que um brasileiro deveria apitar o confronto local, não um argentino.

O protesto não mexeu com a Conmebol. Na partida desta quarta-feira, o paraguaio Carlos Torres será o árbitro, auxiliado pelos compatriotas Manuel Bernál e Nicolás Yegros. “O árbitro só não pode ser conivente como foi lá. O Sandro Goiano fez uma seqüência de faltas no Zé Roberto e não foi punido. Não se pode trazer um árbitro de fora, que não conhece as características do futebol brasileiro, para apitar aqui”, indignou-se mais uma vez.

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