O técnico Wanderley Luxemburgo está revoltado com a postura da seleção chilena, que insistiu na convocação do volante Maldonado e viu o atleta se contundir durante um treino comandado por Nelson Acosta. Diante da possibilidade de o volante ser submetido a uma cirurgia, Luxa espera que o Santos exija da seleção chilena um ressarcimento pelo tratamento do meio-campista.
“Acho que o Santos tem que fazer com que a seleção do Chile cubra se o jogador tiver que operar em razão da lesão que teve. Tem que haver algum compromisso financeiro com a despesa porque ele estava à disposição da seleção do Chile, que foi radical e não quis liberar o atleta (da convocação). O Santos tem que ser extremista nesse sentido para proteger seu jogador”, afirmou.
Maldonado sofre de um problema crônico no tornozelo direito durante toda a temporada. Por isso, o meio-campista não foi sequer inscrito na Copa Sul-americana, para ser poupado apenas para o Brasileirão. Luxa explicou que avisou ao técnico Nelson Acosta sobre a situação do atleta, mas lamenta por não ter convencido o comandante chileno a liberar o volante.
“Eu conversei com ele e expus a situação do Maldonado. Falei que precisávamos do jogador. Mesmo assim, ele convocou um jogador que não precisa nem ser testado e ainda brigou comigo para não liberar. O Santos saiu prejudicado nessa situação. Isso me deixou muito revoltado porque mostra que falta bom senso do profissional”, disparou.
A briga entre Santos e seleção chilena começou quando o volante foi convocado para dois amistosos contra o Peru. Depois de uma batalha nos bastidores, o Peixe conseguiu a liberação do atleta do primeiro duelo do Chile. No entanto, Maldonado precisou se apresentar na sexta passada para o segundo compromisso, que acontece nesta quarta.
O santista, então, acabou sofrendo uma entorse no tornozelo durante treino realizado no domingo. Apesar de ter sido afastado por Acosta dos treinos, Maldonado ainda não foi liberado a voltar ao Brasil porque está sendo avaliado pelos médicos da seleção. Agora, Luxa espera o retorno do atleta para saber a real gravidade da contusão.
“Temos que ver a gravidade da lesão e o que aconteceu realmente. Já tínhamos essa idéia (da cirurgia), mas ela foi jogada para mais para frente em função da importância dos jogos. Agora, temos que ver se fará ou não a cirurgia já. Assim que chegar, ele vai direto ao consultório do Joaquim Grava para fazer uma avaliação”, explicou.