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Futebol

Luxa minimiza rusga com Leão e põe foco no jogo

Arquivo Geral

04/10/2006 0h00

O clássico entre Santos e Corinthians colocará novamente frente-a-frente dois desafetos declarados no futebol: Wanderley Luxemburgo e Emerson Leão. No entanto, apesar do histórico de rusgas entre ambos, o treinador santista preferiu minimizar os atritos nesta quarta-feira e tratou de exaltar a bola rolando.

“É preciso parar com essa coisa de divulgar o lado pessoal. O jogo é entre dois clubes e as pessoas tentam levar sempre para o lado pessoal, falando de inimizades. Em seu emprego (para o repórter), você não se relaciona com todo mundo. É uma coisa de seres-humanos. O mais importante é falar do clássico. Santos e Corinthians querem a vitória”, afirmou.

Se a relação entre os dois treinadores nunca foi amistosa, ela ficou ainda mais problemática depois que Luxemburgo assumiu o Santos na vaga do recém-demitido Leão, em 2004. De lá para cá, eles sequer se cumprimentam em campo. Na semana passada, o comandante do Corinthians já avisou que não cumprimentará o desafeto. Luxa, porém, prefere não polemizar.

“Se não cumprimentar, não há problema nenhum. Ninguém é amigo de quem não quer ser amigo. Isso fica fora da beleza que é o futebol. Não há motivo para ficar preocupado com isso. Não há porque ficar falando do lado pessoal, de fofoca. Estamos preparados para o clássico, que é melhor”, esquivou-se.

Defensor antigo da criação de uma associação entre treinadores de futebol no Brasil, que regulamentaria a relação entre técnico e clube, Luxemburgo chegou a advertir que não teria problemas em ser associado a uma mesma instituição que o rival.

“É preciso criar uma associação nacional. Já existe isso na Espanha, na Itália… Seria algo de acordo com a CBF e protegeria clubes e técnicos. Eu, o Leão, o Parreira, o Felipão, ou seja, treinadores importantes, deveríamos formar, independente da amizade. Se o Leão fosse presidente, eu entro da mesma forma”, garantiu.

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