Um dia depois de ver o empresário Wagner Ribeiro ameaçar tirar Lulinha do Corinthians, o técnico Emerson Leão reafirmou nesta terça-feira que o jogador deverá se reapresentar nas categorias de base e preferiu não estipular uma data para promovê-lo aos profissionais. Assim como já havia afirmado em entrevistas recentes, Leão reiterou que o garoto ainda não está no momento certo para integrar o plantel principal.
“Ele será apresentado no departamento amador, estamos em uma luta diferente agora, de classificação (no Campeonato Paulista). Quando a pessoa tem qualidade, aparece. Eu, mais do que ninguém, dou chances a garotos. Ele é jovem ainda e a tendência é caminhar até chegar (aos profissionais). Todos viram que ele já foi melhor na seleção do que na Copa São Paulo”, analisou.
Aos 16 anos, Lulinha comandou a seleção brasileira Sub-17 na conquista do título do Sul-americano da categoria, sagrando-se artilheiro do torneio, com 12 gols. O empresário do jogador, então, cobrou de Leão uma oportunidade entre os profissionais, ameaçando tirá-lo do Corinthians caso ele seja mantido nas divisões inferiores.
Leão, por sua vez, não nega que Lulinha terá sua oportunidade na equipe, mas alega que ainda não chegou o momento correto para integrar o atleta ao elenco principal e também garantiu que não tem qualquer problema em trabalhar com garotos.
“Tem que dar oportunidade na hora certa para não estragar um menino. O Fágner fez três partidas perfeitas e depois travou. Eu dei um tempo para ele. O ideal é ir passando por etapas, mas sei que no Brasil isso é difícil. Às vezes, um fato novo faz o jogador chegar mais rápido. No Palmeiras, eu era terceiro goleiro, mas o titular machucou e o reserva não era confiável. Em 15 dias, tive minha chance. Mas o fato novo também não pode ser negativo”, afirmou, sem, contudo, se referir diretamente a Wagner Ribeiro.
O treinador também não perdeu a oportunidade de lembrar que está dando várias oportunidades ao prata da casa Willian. “Todos os jogadores de qualidade serão testados na devida hora. Foi assim com o Fágner e o Willian. E o treinador da seleção foi esperto e aproveitou para convocá-los (ao Sul-americano Sub-20). Um nem voltou, e o outro se tornou titular aqui. Ninguém forçou nada”, completou.