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Futebol

Lateral Gabriel se defende e Fábio não teme reserva no Cruzeiro

Arquivo Geral

01/05/2007 0h00

O ditado se mostrou verdadeiro e a crise cruzeirense, que já tinha ares de tragédia grega, agora virou um enlatado mexicano, com direito a acusações de torcidas organizadas e ex-jogadores do clube. Apontado pelas facções como um dos baladeiros do elenco, o lateral-direito Gabriel veio a público se defender.

“A torcida, a gente sabe que ela é passional e eles cobram de quem pode dar, acho isso normal”, assegurou Gabriel, acusado pelos fãs de estar em uma casa de cachaças antes de se concentrar para a decisão.

“Não conheço nem esse lugar, não sei nem onde é, mas enfim, acho que isso na verdade não vem ao caso. O que acontece é que a gente perdeu essa partida para o Atlético e se tivesse ganhado não teria surgido nenhum problema desse. A gente só tem que pensar na próxima partida”, resumiu o lateral.

Nem mesmo o ex-companheiro Élson, que em entrevista ao Portal Uai detonou os antigos colegas de equipe relatando casos de baladação na noite de Belo Horizonte, foi poupado por Gabriel. O lateral apontou a intenção do meia em tumultuar o ambiente, já castigado pela crise.

“Eu posso dizer por mim, não sei de nada disso. Eu posso dizer por mim e a gente sabe da responsabilidade que a gente tem. Na verdade acho que o Élson foi infeliz na declaração, principalmente nesse momento. Nesse momento é fácil quem está de fora falar qualquer coisa. Então eu acho que ele foi infeliz e na verdade não teve nada disso”, definiu.

Além de Gabriel, a torcida também não perdoou o goleiro Fábio. Com uma imensa faixa ‘Piruzeiro não. Fora Fábio’, os cruzeirenses culpam o camisa 1 pelo último gol do Atlético-MG na goleada de 4 x 0, quando voltada de costas às metas para retirar uma bola do fundo das redes.

Questionado sobre o assunto, Fábio culpa a imprensa pela ‘perseguição’ ao seu trabalho e não acredita que irá parar no banco de reservas. “Já tive várias propostas para sair, mas a diretoria nunca me liberou. Fico triste e chateado com a imprensa, que não reconhece o meu trabalho. Muita gente não acompanha o meu trabalho. Só olham para os goleiros do Rio e de São Paulo”, disse.

“Acredito no meu potencial. Joguei em clubes grandes do futebol do Brasil como titular e só fui reserva na seleção principal”, completou Fábio, apontando o caminho para a recuperação celeste. “Precisamos ter dignidade e espírito de campeão para fazer uma boa campanha no Brasileirão deste ano. Acho que o time precisa de um atacante, setor que está apresentando alguns problemas, e também de um meio-de-campo, pois o Brasileiro é uma competição longa e vamos precisar ter mais jogadores no grupo”, concluiu.

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