A crise voltou a rondar as Laranjeiras depois do decepcionante empate do Fluminense com o Bahia por 1 x 1 na noite de quinta-feira, no Maracanã, no Rio de Janeiro, pelas oitavas-de-final da Copa do Brasil. A torcida, insatisfeita com mais um resultado negativo, passou a hostilizar o técnico Joel Santana, que passa a ter seu cargo ameaçado.
A postura dos dirigentes deixa a possibilidade no ar, já que de um ano para cá já atuaram na função Ivo Wortmann, Paulo Campos, Oswaldo de Oliveira, Josué Teixeira, Antônio Lopes e Paulo César Gusmão.
Além disso, alguns nomes que estão desempregados foram cantados pelos torcedores após o gol de empate do Bahia, porém nenhum com tanto entusiasmo como o de Renato Gaúcho, demitido recentemente do Vasco. Apesar disso, Joel Santana não se mostra preocupado e garante não temer a demissão.
“Quando o Fluminense estava ganhando por 1 x 0 todo mundo estava achando ótimo e não tinha nenhum problema. Quando o Bahia empatou começaram os gritos e as hostilidades e é claro que nessa hora a culpa é sempre do treinador. O torcedor tem o direito de gritar o que ele quiser, pois ele paga ingresso para isso. Não estou preocupado com demissão e muito menos com os nomes gritados. Vão gritar Renato Gaúcho, Espinosa, quem mais está desempregado aí? Vão gritar os nomes de vários treinadores, como um dia já gritaram o meu”, disse Joel Santana.
A verdade é que a escalação do time do Fluminense já começa a ser questionado por alguns membros da diretoria e o nome de Renato Gaúcho conta com muita simpatia no clube devido ao passado dele nas Laranjeiras. Além disso, a contratação de Renato poderia abrir frente para a formação de uma pequena estrutura dentro de campo no departamento de futebol, com Valdyr Espinosa ocupando a função de auxiliar. A diretoria do Fluminense, porém, não está se posicionando sobre o cargo, se limitando a informar que Joel está mantido na função.