Os atacantes do São Paulo acumulam seis partidas sem marcar tanto no Campeonato Brasileiro como na Recopa Sul-americana. O último gol de um homem de frente aconteceu no primeiro confronto diante do Boca Juniors, em Buenos Aires, dia 7 de setembro, e foi feito pelo jovem Thiago, que ainda contou com uma falha gritante do arqueiro adversário em um chute de longa distância.
Em uma atitude de emergência, o São Paulo até trouxe um jovem desconhecido, o centroavante Edgar, que atuava na terceira divisão do Campeonato Brasileiro pelo Joinville. Só que, em sua estréia, também passou em branco no empate sem gols de sábado contra o Atlético-PR, na Arena da Baixada.
Mesmo assim, o elenco são-paulino continua confiante na qualidade de seus atacantes. “A falta de gols é culpa da equipe toda. Começa lá de trás. Uma responsabilidade de todo mundo. Afinal, quando um time defende, o ataque também tem seus méritos”, lembrou o zagueiro Miranda.
Na visão do experiente lateral Júnior, a má fase dos atacantes não pesa no trabalho cotidiano do São Paulo. “Claro que queríamos que estivessem marcando. Mas uma hora vai sair. É natural. Não adianta esquentar a cabeça”, lembrou.
Por outro lado, o São Paulo pode comemorar o bom desempenho de sua defesa, segunda melhor da competição ao lado do Juventude, com 27 gols sofridos, atrás apenas do Santos, que levou 24. “Se ganharmos sempre de 1 x 0, já vai valer a pena”, definiu Miranda.