Rodadas após rodadas, críticas à arbitragem e ao presidente da comissão que determina os árbitros para os jogos, Sérgio Corrêa, têm sido feitas por atletas, técnicos e dirigentes. Nesta segunda-feira, o dirigente rebateu as acusações e se mostrou irritado com o alarde feito pelos clubes na reta final do Campeonato Brasileiro.
“Não vai demorar muito para não termos mais nenhum árbitro que sirva, pois todos recebem reclamações. Assim, é mais fácil colocar dez de cada lado do campo para cuidar de cada um dos jogadores. É muito cômodo criticar analisando através de imagens, com vários ângulos diferentes”, disparou Sérgio Corrêa ao site Justiça Desportiva.
Neste final de semana, a Comissão de Arbitragem levou dois duros golpes por conta de lances polêmicos nos jogos. O colaborador da diretoria do Botafogo, Carlos Augusto Montenegro, denunciou a existência de uma máfia envolvendo o Flamengo e a Polícia Militar. Já os santistas Kleber Pereira e Fábio Costa acusaram suborno após a derrota para o Vasco.
Em ambos os casos, os clubes dos reclamantes acabaram derrotados por 1 a 0, com gol de pênalti em lance polêmico no final do jogo. Os botafoguenses ainda reclamam de uma penalidade não marcada no início do confronto. Sérgio Corrêa, no entanto, desafiou-os a provar seu argumento.
“Acho que se existe uma máfia na CBF e se o árbitro do jogo entre Vasco e Santos foi comprado, deve-se fazer uma manifestação por escrito dando nomes aos bois. Para uma pessoa fazer declarações como essa é porque tem como comprovar”, afirmou o dirigente.
Enquanto os jogadores do Peixe devem ser acionados pelo STJD, Corrêa descartou as reclamações de Montenegro, que não é passível de punição pelos tribunais.
“Na final do Estadual eu até concordei com algumas críticas e achei que a nota dele foi 6, 5, mas agora achei que o árbitro teve um bom desempenho. Não vi nada demais”, limitou-se a dizer.