Titular nas últimas três partidas do Campeonato Paulista, o volante Hernanes foi alvo de diversos elogios do técnico Muricy Ramalho. Segundo o jogador, a decisão do São Paulo em emprestá-lo ano passado foi fundamental para a retomada da sua carreira.
“Tenho crença que existe hora certa para tudo. Acho que faltou maturidade para dar seqüência naquele primeiro trabalho. Dei uma sumida, fui emprestado, joguei muito, isso dá uma experiência maior. Esse ano, eu estou mais tranqüilo”, afirmou o camisa 26, depois do treino desta quinta-feira no CT da Barra Funda.
Hernanes surgiu no São Paulo na temporada 2005. Forte e habilidoso, conseguia se adaptar em diversas posições na equipe comandada pelo técnico Paulo Autuori. Mas, no final do ano, seu rendimento caiu e veio uma notícia frustrante: o corte do elenco que foi campeão do Mundial de Clubes no Japão.
Humilde, o experiente Hernanes não quer repetir os erros do passado, apesar das palavras positivas de Muricy Ramalho. “É sempre bom receber elogio do treinador, mas não pode empolgar, tem que continuar trabalhando com pés no chão”, explicou.
A boa fase rendeu a Hernanes perguntas sobre uma comparação com Mineiro, que deixou sua marca no São Paulo. “Ele tem história, um lastro grande. Eu ainda tenho que mostrar muito. Não posso nem pensar em me comparar a ele”, reconheceu. “Cada jogador tem sua característica, não quero tentar ser o Mineiro, quero fazer o que sei. Não gosto de comparação”, completou.
Em contrapartida, Hernanes espera render ainda mais quando ganhar uma chance em sua posição de origem: segundo volante. “O Josué é muito forte na marcação, creio que teriamais liberdade para avançar, não ficaria tão preso ou preocupado na marcação. Ontem (quarta-feira) contra o Rio Branco já pude chegar mais no ataque com a presença do Richarlyson”, confirmou o meio-campista.