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Futebol

Há um ano morria o Mestre Telê Santana

Arquivo Geral

21/04/2007 0h00

Há um ano, Telê Santana deixava órfãos todos aquele que admiravam o futebol ofensivo e alegre, principais características pregadas por ele. Aos 74 anos de idade, o ex-treinador faleceu em Belo Horizonte no dia 21 de abril de 2006 em conseqüência de uma isquemia cerebral que o acompanhava desde 1996 e o obrigou inclusive a deixar o futebol, sua maior paixão.


 


Treinador da seleção brasileira nas Copas de 82 e 86, campeão brasileiro com o Atlético-MG em 71 e bi-campeão Mundial pelo São Paulo em 92 e 93, o “Mestre” manteve-se com a saúde debilitada por dez anos, sendo obrigado inclusive a amputar uma das pernas em 2003 devido a uma trombose.


 


No dia 25 de março do ano passado, porém, Telê fora levado ao Hospital Felício Rocho após passar mal em casa. Segundo o boletim médico do dia 27, uma infecção havia sido diagnosticada em seu abdômen, o que o manteve em observação médica. No dia 1º de abril, teve uma recaída e sofreu infecção pulmonar, logo mantida sob controle pelos médicos.


 


A partir daí, o quadro de saúde do ex-treinador permaneceu estável e, otimistas, familiares e médicos cogitaram a possibilidade de terminar a recuperação em sua casa. No entanto, os problemas respiratórios voltaram nos dias seguintes e Telê Santana, que chegou a ser submetido a uma traqueostomia, acabou não resistindo.


 


Mineiro de Itabirito, Telê foi eleito pela torcida carioca um dos cinco melhores jogadores da história do Flu e é considerado até hoje um dos maiores treinadores de todos os tempos. Mesmo perdendo duas Copas, o ex-treinador conseguiu se redimir ao conquistar o mundo regendo a orquestra são-paulina em 92 e 93, período mais vitorioso do clube paulistano.


 


Tanto que mesmo há anos fora do futebol, as manifestações de carinho da torcida tricolor com ele continuaram. Em 2005, quando o São Paulo conquistou seu terceiro título da Taça Libertadores da América, os gritos de “Olê, olê, olê, olÊ. Telê, Telê” foram entoados antes mesmo do famigerado “é campeão”, numa merecida homenagem ao “Mestre”.

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