Com viagem marcada para o Uruguai, onde enfrenta o Nacional na quarta-feira pela Copa Libertadores, o Flamengo deixou rapidamente os vestiários e exaltou a reação do elenco para empatar com o Botafogo por 2 x 2, na primeira partida da decisão do Campeonato Carioca.
Após perder o primeiro tempo por 2 a 0, o rubro-negro iniciou a recuperação aos 13 minutos do segundo tempo, quando o goleiro botafoguense Júlio César foi expulso, após cometer pênalti em Renato. Depois disso, o Flamengo ditou o ritmo do clássico e teve a chance de virar no final da partida.
“A gente mostrou muito empenho e conseguiu o empate. A gente sabia que o segundo tempo ia ser muito complicado, pois se deixasse espaço o Botafogo ia aproveitar, mas a gente se superou”, comentou o lateral-direito Leonardo Moura.
O técnico Ney Franco, que esqueceu as críticas vindas das arquibancadas e manteve o esquema 3-6-1 após o intervalo, tratou de jogar os méritos para seus comandados. “Tenho 15 anos de categoria de base e lá você trabalha muito com o emocional. Sabia que não adiantava mudar esquema ou jogador, você tinha de dar força”, disse.
Outro alvo de vaias no primeiro tempo, o volante Claiton foi outro a evitar dar respostas aos críticos. “Sou muito vinculado ao Botafogo e isso é normal. As vaias aparecem mesmo e acredito que o jogador precisa ter personalidade para superar. E eu tive isso hoje (domingo), busquei o jogo no segundo tempo e o elenco mostrou confiança em mim”, analisou.
Aliás, o jogador aproveitou para discordar de quem achou que a reação só foi propiciada pela expulsão de Júlio César. “O Flamengo não começou a jogar após a expulsão. Criamos chances antes. Mesmo no primeiro tempo perdemos uma chance clara antes do Botafogo marcar. Tivemos personalidade para reagir”, explicou. Ainda nesta noite de domingo, a delegação do Flamengo viaja em vôo fretado para a capital uruguaia.