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Futebol

Falta de gols não tira prestígio de Amoroso no Timão

Arquivo Geral

03/10/2006 0h00

Contratado para ser o substituto do ídolo Carlitos Tevez, Amoroso ainda não decolou no Parque São Jorge. Em seis jogos com a camisa do Timão, o atacante marcou apenas um gol, contra o Vasco, em um lance originado numa falha da zaga que o jogador só precisou completar para as redes sem goleiro.

Nos coletivos, o panorama não é muito diferente. O técnico Emerson Leão, porém, ratifica sua confiança no atleta e diz que ainda não é hora de cobrá-lo. O treinador lembra que ele está se readaptando ao futebol brasileiro após uma passagem discreta pelo Milan e que, por isso, ainda precisa de tempo.

“O Amoroso tem alta técnica e a técnica é necessária. Dos que chegaram (Amoroso, Magrão e César), ele é o que está mais sofrendo nessa readaptação para o Brasil e está começando a readquirir seu condicionamento físico e técnico ideal. Tenho que ter um pouco mais de paciência para depois poder cobrá-lo mais veementemente”, comentou.

Leão não acredita que o atacante esteja mal-ambientado no Parque São Jorge e nem desanimado por ainda não ter atendido às expectativas dos torcedores que, por enquanto, têm poupado o atleta de críticas. “Ele está alegre porque todo dia o treinador o incentiva. Espero que ele repita essa alegria dentro do campo”, disse.

O meia Roger concorda. “O Amoroso está feliz de estar no Corinthians, tem muita qualidade, mas vem de uma temporada em que jogou muito pouco na Itália. Ele também estava de férias e demora um pouco até recuperar a forma física”, avalia. “Mas, mesmo não fazendo gols, ele nos ajuda muito porque é inteligente e abre espaços”, continua.

Roger admite que o fato de o Corinthians ter o pior ataque do Campeonato Brasileiro ao lado do São Caetano (ambos com 25 gols) intensifica cobrança naqueles que são considerados os mias habilidosos da equipe. “Sem dúvida a cobrança recai sobre aquele que tem mais qualidade”, diz.

Sem balançar as redes desde 22 de abril, o meia se inclui entre os responsáveis pelo baixo aproveitamento ofensivo do time. “Não sou um jogador de fazer muito gol. Meu forte é tentar a melhor jogada para encontrar um companheiro para marcar. Claro que, a partir do momento em que os gols não estão saindo, eu faço parte deste setor”, finaliza.

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