O Botafogo de Ribeirão Preto é a grande sensação desta edição da Copa São Paulo de Juniores. O time, que não chegava tão longe na competição desde 1983, quando Raí foi o grande destaque da equipe, sonha em derrubar mais um gigante nesta quinta-feira, contra o Palmeiras. Em entrevista à Gazeta Esportiva.Net, o técnico Rodrigo Fonseca exaltou o trabalho coletivo da equipe nesta campanha histórica.
“A partir do momento que todo o grupo está focado e interessado em uma competição, dificilmente as coisas dão errado. Estamos passando os obstáculos com superação e vontade, com um grupo aguerrido, que se entrega um pelo outro. Exaltando a individualidade de cada um através da coletividade”, afirmou o treinador.
“Eu sou porque nós somos”
A frase acima é o lema utilizado por comissão técnica e jogadores do Botafogo como motivação. Essa coletividade é bem marcante no trabalho de Fonseca, que evita exaltar nomes individuais de destque da sua equipe.
“Existem, sim, jogadores aqui que têm um grande potencial para ter uma carreira de sucesso. Não digo que todos, mas alguns têm. Porém, prefiro evitar nomes. Devemos valorizar o grupo.”, disse.
A carreira e o futuro
Rodrigo teve uma breve carreira como jogador nos anos 90, chegando a atuar no futebol suíço. Depois, virou técnico e rodou por dez times no Brasil: em São Paulo, Jaboticabal, Sertãozinho, Barretos, Mirassol e Guariba, além do Botafogo. Em Sergipe, Confiança e Itabaiana. Em Minas, o Mamoré. E na Bahia, o último clube do treinador antes do Pantera: o Itabuna da Bahia, onde chegou às semifinais do Campeonato Baiano de 2013. Rodrigo, que tem apenas 42 anos, evita falar de planos para o futuro, mas almeja chegar a treinar um grande clube brasileiro um dia.
“Obviamente, qualquer treinador sonha em subir na carreira, treinar uma equipe grande. Mas, atualmente, estou totalmente focado na nossa campanha na Copa São Paulo. O futuro, prefiro deixar para pensar depois”, pontuou.
Inspiração
Perguntado sobre as inspirações na carreira, o jovem treinador destaca o nome de Pepe Guardiola, atual técnico do Bayern de Munique e que marcou época no Barcelona.
“É um treinador que joga para a frente e valoriza o coletivo”, disse Rodrigo, que admite preferência pelo jogo mais ofensivo: “Monto a equipe de acordo com o que tenho nas mãos, com a característica de cada um e dos adversários. Porém, se possível, prefiro um futebol mais ofensivo e que busque o gol”, falou.
Na quinta-feira, o Botafogo entra em campo pela contra o Palmeiras, na Arena Barueri, a partir das 18h30, para buscar a inédita vaga na final da Copinha. Rodrigo Fonseca e seus comandados terão a dura missão de parar Gabriel Jesus e cia.
“A cada jogo, a cada degrau, fomos buscando nosso melhor. Porém, não podemos parar por aí. Sei que chegamos longe, mas, quem sabe não subimos mais dois degraus e trazemos esse título?”, concluiu.