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Futebol

Em respeito ao Bragantino, santistas não falam em jogar na Vila na final

Arquivo Geral

21/04/2007 0h00

Desde o empate por 1 x 1 contra o São Paulo, quando a Vila Belmiro registrou incidentes de violência nas arquibancadas, diretores, comissão técnica e jogadores do Santos gastavam saliva para defender o direito de jogar as finais do Campeonato Paulista em seu estádio. O assunto que já perdura mais de um mês, agora, está proibido pelo técnico Wanderley Luxemburgo.


 


A ordem é não discutir mais uma hipotética decisão contra o São Paulo, uma vez que o Peixe ainda precisa passar pelo Bragantino para enfrentar o rival ou o São Caetano. “Ninguém me perguntou nada sobre isso, mas quero atentar para uma questão latente sobre a final do campeonato. Muita gente está cobrando um posicionamento do presidente Marcelo Teixeira, falando que temos que brigar para jogar na Vila. Só tem um detalhezinho: não estamos na final ainda”, alertou Luxemburgo.


 


Com apenas uma derrota na quase impecável campanha de 2007, o Santos poderá voltar a tocar no assunto proibido por seu treinador com apenas um empate neste domingo. Mas o Bragantino, que segurou igualdade sem gols no primeiro jogo da semifinal do Estadual, merece o respeito de Luxemburgo. “Eles não pediram favor a ninguém para estar na semifinal. Passaram por grandes equipes e fizeram por merecer. Não existe esse tipo de comportamento de dizer que o Santos já está na final. Não queremos ser surpreendidos”, comentou.


 


No Bragantino, ninguém esconde que a campanha feita pelo time no Paulistão já está de bom tamanho. O técnico do Santos, contudo, lembra de suas experiências pessoais para rebater o discurso. “Quando eu dirigi o Bragantino (em 1990, sagrou-se campeão paulista à frente do time do interior), falei para meus jogadores: vamos incomodar os grandes mais um pouquinho. Quem sabe o Marcelo Veiga não está fazendo esse tipo de trabalho?”, questionou Luxemburgo.


 


Se o Santos elogia o Braga, por motivos óbvios a exaltação da equipe do interior em relação ao Peixe é dobrada. Prova desse respeito será a postura do Bragantino no domingo, que, mesmo precisando da vitória no Morumbi, jogará recuado. Luxemburgo fez outro aviso sobre o tema: “Em jogos desse tipo, às vezes você chuta, chuta, chuta e não faz o gol. Aí, em uma bola parada no final, o cara consegue marcar. Jogo de futebol é assim: não dá para prever nada. Se perdêssemos desse jeito, eu ia ficar p. da vida, mas teria que entender”.


 


Diante do provável panorama da partida, portanto, é provável que o Morumbi favoreça o Santos por ter dimensões maiores que a Vila Belmiro, por exemplo. Wanderley Luxemburgo prefere não pensar assim. “Para ganhar campeonato, uma equipe tem que saber jogar em qualquer lugar. Independente de ser Morumbi ou Pacaembu, o Santos está preparado”, esbravejou. E outra: a polêmica em torno dos estádios não está em pauta no Peixe. “Essa discussão não procede ainda. A final inexiste para o Santos ou qualquer outra equipe. Por enquanto, só peço que os santistas compareçam em grande número ao Morumbi”, convocou o treinador.

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