O México chegou à Venezuela para a disputa da Copa América enfrentando um momento ruim. A um dia da estréia na competição contra o Brasil, o técnico Hugo Sanchez vem enfrentando críticas por não ter conseguido cumprir com a promessa de elevar o time mexicano ao posto de uma das seleções mais temidas do mundo.
O treinador era um ferrenho crítico do ex-comandante da seleção, o argentino Ricardo Lavolpe, que atualmente está à frente do Vélez Sarsfield. Sanchez assumiu o México com a promessa de vencer a Copa Ouro e chegar às semi-finais da Copa América. No entanto, o plano do ex-jogador está indo para o vinagre, uma vez que o time fez uma má campanha na competição da Concacaf, tendo sofrido para superar equipes teoricamente fáceis, como Costa Rica e Guadalupe. Para piorar, a derrota na decisão deste domingo para os Estados Unidos deu a estes sua nona partida invicta em seu território diante dos mexicanos.
Para a disputa da Copa América, além de ter de lidar com a baixa moral do time depois da derrota deste fim de semana, Sanchez ainda deverá ter problemas com o elenco convocado para jogar na Venezuela. Sem Salcido, Osorio e Pardo – que pediram dispensa alegando estarem cansados depois do fim da temporada do futebol europeu – o treinador ainda terá a dor de cabeça de treinar um grupo que supostamente encontra-se dividido entre “lavopistas” e “sanchistas”.
Desde que assumiu o comando da seleção mexicana, Sanchez vê a sombra de Ricardo Lavolpe vem pairando sobre sua cabeça. O argentino quis evitar entrar em discussões sobre o desempenho de seu sucessor, mas no domingo, dando entrevistas a rádios e televisões mexicanas, o comandante do Vélez deixou escapar certo descontentamento. “Ele (Hugo Sanchez) sempre disse que entendia o ambiente do futebol mexicano. Agora ele deve ser inteligente e trabalhar positivamente com esse time”, disse o ex-goleiro, cujos boatos dão conta de ter ligado para seus ex-comandados para lhes passar conselhos.
Com todo este cenário contra, Hugo Sanchez precisa fazer uma boa campanha na Copa América para amenizar sua situação. Caso os mexicanos voltem a apresentar um fraco futebol, o sonho do ex-atacante do Real Madrid de comandar a seleção de seu país pode terminar em breve.