Dunga esclareceu que só não convocou Dida por determinação do próprio goleiro do Milan, que resolveu se aposentar da seleção brasileira. ”Ele tem seus motivos, já tomou sua posição. A gente se comunicou com ele, mas ele não mandou uma carta explicando (os motivos da saída da seleção). Não queremos nenhum jogador que não tenha prazer de jogar”, afirmou o técnico, em entrevista à Rede Globo.
Dida tem no currículo 92 jogos pela seleção brasileira principal, além de 17 partidas pela olímpica. O arqueiro começou sua trajetória em Copas em 1998, quando foi o terceiro goleiro da equipe vice-campeã, atrás de Taffarel e Carlos Germano. No pentacampeonato de 2002, foi o reserva imediato de Marcos.
Sua grande oportunidade no grupo do Brasil aconteceu na Copa da Alemanha, quando o então técnico Carlos Alberto Parreira lhe concedeu a camisa titular. No entanto, a derrota para a França nas quartas-de-final pôs fim à trajetória da seleção no Mundial. Agora, está certo que a eliminação também marcou o fim da carreira do arqueiro com a Amarelinha.
Aos 32 anos, Dida preferiu não dar justificativa de sua decisão de abandonar as convocações. Desde que assumiu a seleção, Dunga vem advertindo que todo jogador que estiver disposto a atuar pela equipe tem chances de ser convocado. Neste domingo, inclusive, o comandante elogiou a vontade de Ronaldo em seguir ajudando o país.
“A maneira como o Ronaldo colocou é a forma que todo jogador deve encarar uma vaga na seleção”, afirmou o técnico, referindo-se à disposição do Fenômeno em ficar até mesmo na reserva do Brasil.