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Futebol

Denílson evita São Paulo com medo de nova recusa. Tricolor nega

Arquivo Geral

20/06/2007 0h00

Pentacampeão mundial com a seleção brasileira na Copa de 2002, o atacante Denílson está de volta ao futebol brasileiro. Entretanto, o jogador ainda não tem futuro definido em nenhuma equipe do país, mas sim faz um programa de reabilitação física. Até aí normal, se não fosse o local escolhido para iniciar as atividades, o Palmeiras, um dos maiores rivais do São Paulo, clube que revelou o atleta para o futebol.

Segundo Denílson, a escolha pela infra-estrutura do Verdão foi para evitar novo desgaste com os dirigentes do Tricolor. Ano passado, o pentacampeão acabou limado do CCT da Barra Funda e revelou que o então vice-presidente de futebol, João Paulo de Jesus Lopes, vetou o uso das instalações do Reffis (centro de reabilitação são-paulino) ao seu ex-atacante.

“Fui ao São Paulo no ano passado e treinei por dois dias. No terceiro, um funcionário me contou que eu precisava pedir autorização a um diretor. Achei estranho. Mesmo assim, fui lá perguntar. Esse diretor me disse que tinha muito respeito por mim por eu ter sido criado no São Paulo. Mas ele disse que infelizmente não havia vaga no clube porque já estava atendendo muita gente. Fiquei chateado”, assegurou.

Com 29 anos, Denílson está há 40 dias sem jogar, desde que entrou em litígio com o Al-Nasr, da Arábia Saudita. O atacante iniciou um treinamento específico na Academia de Futebol na última terça e prevê estar apto para atuar em cerca de um mês. Durante esse período, precisa perder de 5 a 6 kg. A chegada do jogador inaugura um novo período para o Centro de Condicionamento e Recuperação Física palestrino. O meia Rodrigo Fabri, outro ex-tricolor, inicia suas atividades no local a partir de quinta.

“Desta vez só liguei pra saber a possibilidade de treinar lá, porque eu não queria bater com a cara de novo e receber outro não, mas eles disseram que não estavam com a cabeça de pensar nisso agora. Já que nasci no São Paulo e dei um retorno financeiro bom ao clube, não quis correr outro risco. Para não receber um não de novo, nem os procurei”, indicou.

O São Paulo confirmou o novo contato do jogador e disse que não negou o tratamento. Segundo o diretor de futebol do Tricolor, Carlos Augusto Augusto de Barros e Silva, o Leco, o clube não chegou a dar resposta. “Ele nos contatou sobre o assunto, que foi encaminhado para o presidente (Juvenal Juvêncio). Não tinhamos dado a resposta e ele resolveu ir para o Palmeiras. Não queremos nenhum mal para ele, pois temos muito carinho pelo jogador”, explicou o cartola são-paulino.

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