No que depender do empenho dos advogados do Cruzeiro, o zagueiro André Luis vai acabar inocentado em seu julgamento no Tribunal de Justiça Desportiva (TJD-SP), marcado para a próxima terça-feira em Belo Horizonte. O jogador foi expulso durante a derrota da raposa para o Ipatinga, há uma semana, acusado de agredir o árbitro Alicio Pena Júnior.
André Luis acabou enquadrado em dois artigos do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD): 252, que fala sobre ofensas morais e prevê pena de duas a seis partidas de suspensão; e 253, sobre agressão física, que pode resultar em afastamento de 120 a 540 dias do futebol.
"Estou confiante de que vamos descaracterizar a agressão, em que a pena é por dias, o que impediria o atleta de disputar qualquer competição por longo período. Queremos que ele seja julgado por atitude inconveniente. Pelo que o árbitro relatou na súmula, também acreditamos que não houve ofensa moral, mas sim ato de hostilidade", afirmou o secretário geral do Cruzeiro, Gilvan Pinho.
A defesa será baseada na exibição de vídeos com imagens da expulsão pelo árbitro e em relatos de três testemunhas, entre elas dois atletas do Ipatinga. O objetivo é mostrar que não houve agressão física do árbitro e tentar dois artigos mais brandos ao jogador: o 250, sobre ato desleal ou inconveniente, e 255, sobre ato de hostilidade. Para ambos, a punição é de um a três jogos de gancho.
A terça será de muito tensão para o técnico Paulo Autuori, que ainda vai ter o julgamento de outro homem da defesa, Gladstone, pela expulsão no clássico contra o América-MG, disputado no último 4, no Mineirão. O jogador foi incurso no artigo 254 e pode pegar de dois a seis jogos de suspensão.