O Palmeiras apresenta uma destacada decadência durante a temporada 2006, tanto que sofreu para fugir do rebaixamento no Campeonato Brasileiro. A grande prova está em seu sistema defensivo. Desde a chegada de seu quarto treinador no ano, Jair Picerni, o time degringolou a levar gols, sofrendo, inclusive, duas goleadas. Em cinco partidas com o novo comandante, o Verdão foi vencido 12 vezes (média de 2,4).
O time do Parque Antártica chega à última rodada da competição nacional com a segunda pior retaguarda entre os 20 participantes. Em 37 rodadas, sofreu 69 gols. Pior, só o lanterna e já rebaixado Santa Cruz, com 73. “No segundo tempo contra o Internacional, tive até que tomar mais cuidado com a defesa para não levar uma goleada história”, confessou Picerni neste domingo, na derrota por 4 x 1 em casa diante do campeão da Libertadores da América.
Entre os outros técnicos do Verdão em 2006, a melhor fase da defesa – nada de muito empolgante – foi vivida sob o comando de Tite, que acabou deixando o cargo após desentendimento com a diretoria. Em 20 partidas, a equipe acabou vencida em 30 oportunidades (média de 1,5).
Com Emerson Leão, o Palmeiras até começou bem o ano, com sete vitórias seguidas no Campeonato Paulista e na Taça Libertadores da América. Mas logo a equipe caiu de produção e o sistema defensivo apresentou sua fragilidade, levando 47 gols em 29 jogos (média de 1,62). Já na direção de Marcelo Villar, o Verdão disputou 12 partidas e viu a bola entrar nas suas redes em 21 oportunidades (média de 1,75).
O curioso é que o ataque do Palmeiras não decepcionou no ano. A prova está nos números do próprio Campeonato Brasileiro. O time fez 57 gols, nove a menos que o melhor índice ofensivo, que pertence ao campeão São Paulo, com 66.