Dagoberto não agüenta mais tentar explicar os motivos para seu jejum no São Paulo. O jogador estreou no dia 2 de maio e ainda não conseguiu marcar com a camisa do novo clube. Sua melhor lembrança é ainda do seu jogo de estréia, quando marcou um lindo gol em cima do Grêmio, na primeira partida das oitavas-de-final da Taça Libertadores. Por estar
“Eu comemorei aquele gol pelo menos. Pena que não valeu”, diverte-se Dagoberto, que passou um dia tranqüilo no CCT e até revelou algumas de suas preferências pessoais: música sertaneja, Ivete Sangalo, livros de auto-ajuda e filmes de Hollywood, como “Hitch, o conselheiro amoroso”.
No meio do bate-papo descontraído, o assunto incômodo volta. “Eu nunca fui um artilheiro, mas não marcar gols é sempre ruim para um atacante. Realmente ainda não estou com um tempo de bola bom, depois de mais de um ano parado, mas não posso mais ficar dando desculpas”, afirma.
Apesar das insistentes perguntas, Dagoberto não fica melindrado. O jogador tratou com naturalidade as primeiras cobranças recebidas e espera desencantar na Vila Belmiro. “Depois de todos os problemas que eu passei (contusão e longo litígio judicial com o Atlético-PR), este gol é só mais um detalhe na minha vida”, desabafa.