Um dia antes da sua multa rescisória com o Atlético Paranaense cair para R$ 5,4 milhões, o atacante Dagoberto abriu o jogo e disse que quer jogar no São Paulo. O jogador também disse que a rivalidade entre as diretorias dos dois times é um empecilho para fechar um acordo.
“Coloquei metas na minha vida. Não sou burro. Quais são os melhores clubes do Brasil, hoje? Tenho objetivos e meu objetivo agora é jogar no São Paulo”, admitiu o atacante.
Nesta quinta-feira o contrato do atacante entrará no quinto ano de vigência. A multa rescisória sofrerá redução automática, justamente o que a diretoria Tricolor esperava.
O presidente são-paulino Juvenal Juvêncio já ofereceu a quantia da multa anteriormente ao time paranaense e diz que pretende esgotar todas as possibilidades de chegar a um acordo. Porém, Dagoberto tem suas dúvidas.
“O grande problema é que é o São Paulo. Se fosse outro clube, poderia estar tudo resolvido. Mas eles já tiveram um problema com o Aloísio e todo mundo viu o que aconteceu”, disse Dagoberto, em referência à disputa judicial entre Tricolor e Furacão pelo ex-companheiro, vencida pelo clube paulista.
Dagol teve propostas de clubes estrangeiros, como o Hamburgo, da Alemanha, e brasileiros, como o Internacional. Mas o jogador deseja recuperar o prestígio que tinha no início da carreira e já escolheu o São Paulo como destino.
De acordo com a lei, somente as partes envolvidas (Dagoberto e o Atlético-PR) podem pagar a multa rescisória. O que pode acontecer é que o São Paulo entre num acordo com o jogador para o depósito do valor. A intenção é resolver tudo até a próxima semana. Enquanto isso, as brigas judiciais continuam. O Furacão ameaça denunciar o São Paulo por aliciamento e o atleta quer anular a decisão que ampliou seu vínculo com os paranaenses por 250 dias.