Depois do Reffis (núcleo de Reabilitação Esportiva, Fisioterápica e Fisiológica) no São Paulo e o Cepraf (Centro de Excelência em Prevenção e Recuperação de Atletas do Futebol) do Santos, agora é a vez do Cruzeiro inaugurar o seu centro para prevenção e reabilitação de jogadores lesionados.
Nos próximos dias a diretoria celeste deve agendar a data para inaugurar oficialmente o Centro Avançado de reabilitação Esportiva (Care), montado na Toca da Raposa. Mesmo assim, o local já está funcionando. Segundo o fisioterapeuta Charles Costa, os equipamentos do Cruzeiro serão os mais modernos do Brasil e servirão para ajudar na recuperação de atletas como o meia Kerlon, recentemente operado no joelho direito.
“Na tentativa de buscar soluções para os problemas de lesões esportivas a diretoria do Cruzeiro fez um esforço muito grande em tecnologia para estudar as demandas dos atletas e, dessa forma, trabalhar a prevenção, antes que as lesões ocorram. O número de incidência de lesões tem tomado proporções exacerbadas”, afirmou Costa.
A meta da Raposa é diminuir o número de jogadores contundidos, compensando os gastos com salários sem aproveitamento do atleta. “Dessa forma, o Cruzeiro investe em tecnologia para oferecer subsídios para a fisioterapia e preparação física na tentativa de eqüalizar déficits e desequilíbrios musculares”, completou.
O custo total do Cruzeiro no projeto é de R$ 400 mil. “O equipamento nosso, que é o carro-chefe, é o dinamômetro isocinético, que mensura diversas variáveis, como força muscular, potência, resistência, índice de fadiga, identificando dessa forma o que o atleta precisa, como o ângulo da musculatura ou grupo muscular que deve ser devidamente fortalecido. São informações quantitativas e qualitativas importantes”, disse Costa.
O fisioterapeuta esteve trabalhando com Wanderley Luxemburgo na recuperação do Cepraf santista e garante que a infra-estrutura celeste está entre as melhores. Além dos jogadores da casa, o staff mineiro quer rivalizar com os similares paulistas pelo direito de recuperar jogadores estrangeiros. O primeiro já veio na quarta com o volante Fernando, que trabalhou com o técnico Paulo Autuori no Japão e chegou à Toca para entrar no processo final de recuperação de duas cirurgias sofridas no joelho esquerdo.
“É importante que toda experiência adquirida ao longo do tempo seja passada também para os demais profissionais e é também o nosso desejo oferecer isso para atletas de fora”, concluiu Costa. Fernando deve assinar contrato com a Raposa ao final do tratamento.