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Futebol

Crescimento do Major League Soccer surpreende e atrai brasileiros

Arquivo Geral

15/01/2015 6h30

O famoso slogan utilizado pelo exército norte-americano no século XX, “Eu quero você”, tem sido implementado com muita vontade pelos clubes da Major League Soccer (MLS). Em expansão descomunal, a principal liga de futebol do país, em parceria com o Canadá, seduziu craques como Kaká, Frank Lampard, Steven Gerrard e David Villa  para a temporada que  se inicia daqui a dois meses.  

As oportunidades que o país e o esporte oferecem também abriram os olhos do empresário carioca Flávio Augusto da Silva. Em 2013, ele investiu 110 milhões de dólares e  se tornou sócio majoritário do Orlando City, equipe que contratou o meia Kaká por três anos e meio.   

“Quando morei em Orlando, meu filho mais velho jogava bola. Acompanhando ele  no dia a dia  em    campeonatos escolares  percebi um público crescente  se interessando pelo esporte. Vi uma oportunidade”, relata Flávio ao Jornal de Brasília. 

O fator turismo pesou na escolha de Flávio. Orlando está entre as cidades mais visitadas do mundo e recebe anualmente mais de 750 mil brasileiros. “O Orlando já existia e com uma boa base de fãs. Alem disso,   recebe gente de todo o mundo”, reforça. 

Outro brasileiro  assegurou a sua presença no mercado norte-americano. Ronaldo Nazário foi confirmado como sócio do Fort Lauderdale Strikers, equipe que disputa a North American Soccer League (NASL). 

O Fenômeno classificou a missão como  “ótima oportunidade, grande história e ótimo desafio”. Seu primeiro ato foi assinar com a Nike para fornecer o material esportivo do time. O ex-camisa 9 da seleção brasileira cogita, inclusive, atuar pela equipe.  

Força em números

De fato, o campeonato com a nona melhor média de público do mundo (19.743 pagantes)  – à frente do Brasil, o 15º-, tem números que comprovam seu sucesso.    

O soccer é praticado por 24 milhões de crianças entre quatro e 17 anos; a final da Copa do Mundo do Brasil foi assistida por mais de 26 milhões de pessoas, superando o Hóquei, a NBA e o Beisebol;  os norte-americanos compraram aproximadamente 200 mil ingressos para o Mundial,  superando qualquer outro país fora o Brasil. 

Ronaldo mira o Brasil

Além de se esforçar para entrar em campo e defender o  Fort Lauderdale Strikers,  Ronaldo  quer fazer bonito tendo parceiros de qualidade.   Para isso, ele garante estar atento ao mercado brasileiro para contratar atletas no futuro. 

 “Nós queremos os melhores jogadores no nosso time. Não temos o dinheiro ainda, mas estamos procurando pelos melhores”, disse o ex-atacante, que trabalhará para o “desenvolvimento de jovens talentos nos Estados Unidos e no Brasil.” 

O retorno aos gramados na  North American Soccer League (NASL) vai depender do desempenho da equipe da Flórida. 

 “Talvez se chegarmos à final e eu me sentir bem, por que não? Irei inscrever meu nome na NASL como opção”, avisa o atleta. 

A concorrência vai ser grande, já que a liga conta com o atacante Raúl, ex-Real Madrid, e que vai defender o New York Cosmos, e o parceiro de pentacampeonato mundial, Kleberson,  atleta do  Indy Eleven.

Ser visto para crescer

Flávio Augusto aponta  que  para a Major League Soccer alcançar o mesmo patamar dos grandes campeonatos da Europa  é preciso ousar e aumentar as cotas de televisão, principal fonte de renda dos clubes.

“Para eles crescerem, é preciso tornar o produto interessante, que é o que já estamos fazendo. Com a vinda de ídolos como o Kaká, o mundo virou seus olhos para a MLS. Em pouco tempo, a transmissão será ampliada e o ciclo completo”, assegura o empresário. 

 O novo contrato de transmissão da MLS prevê a distribuição de  140 milhões  de dólares aos clubes, valor oito vezes maior do que o assinado alguns anos atrás. 

 É com esse dinheiro que eles garantem parte da infraestrutura e pagam a maior parte do elenco, com exceção dos “atletas designados”, como Kaká e Frank Lampard,  que defenderá o  New York City assim que se desligar do Manchester City, da Inglaterra. A dupla recebe os maiores salários da liga, na casa dos 6,7 e 7,8 milhões de dólares ano.

 

 

                      

 

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