Além da rivalidade tradicional entre Brasil e Argentina, outro fator quer pode inflar os ânimos na partida entre Corinthians e Lanús, nesta quarta-feira, pela Copa Sul-americana, é o retorno do técnico Emerson Leão ao estádio Néstor Días Pérez.
Há nove anos, no comando do Atlético-MG, o treinador conquistou o título da antiga Copa Conmebol jogando na casa do rival. Após o jogo, porém, comissão técnica e jogadores dos dois times travaram uma batalha dentro de campo e Leão acabou sofrendo lesões na face, precisando, inclusive, colocar placas de titânio no local.
O passado, no entanto, não deve influir para o duelo desta quarta. “Eles foram muito bem recebidos aqui e estamos conversando com freqüência sobre logística para a partida. Tenho certeza que não teremos problema algum”, afirma o diretor de futebol Edvar Simões.
Os jogadores também não temem um novo conflito. “O clima de rivalidade é apenas dentro de campo e neste momento temos que esquecer que é um campeonato diferente e pensar em vencer porque estamos devendo isso”, destaca o meia Carlos Alberto.
“Será uma batalha dentro de campo e, se eu for escalado, estarei preparado. Quem joga no Corinthians sempre tem de estar preparado”, comenta o atacante Rafael Moura, que deve substituir Amoroso, contundido.
Apesar de dizer que é preciso esquecer que é um campeonato diferente, Carlos Alberto admite que a má campanha no Brasileirão influi emocionalmente na Sul-americana. “O fato de estarmos na zona de rebaixamento aumenta a nossa responsabilidade e cabe a nós diminuir essa pressão”, reconhece.