À primeira vista, o Corinthians vai ganhando forma para a disputa do Campeonato Brasileiro. Na tarde desta quarta-feira, a equipe realizou um jogo-treino contra o Mogi Mirim em Águas de Lindóia, onde realiza intertemporada para a competição nacional, e goleou por 4 x 1. O alerta, contudo, fica pelo aproveitamento dos titulares.
O técnico Paulo César Carpegiani escalou os 11 iniciais apenas no primeiro tempo da atividade, que terminou com o placar de 1 x 0 para o Timão. O gol foi marcado pelo meia Willian, que finalizou após dar um bonito drible no zagueiro que o marcava.
A base corintiana foi armada com Felipe; Edson, Betão, Gustavo e Carlão; Marcelo Mattos, Marcelo Oliveira, Rosinei e Willian; Everton Leandro e Wilson. Pouco depois Carpegiani promoveu as entradas de Marcelo e Fábio Oliveira, além de substituir Wilson, com uma fisgada na coxa esquerda, para a entrada do boliviano Arce.
Na etapa final, a equipe ficou com Júlio César; Zelão, Fábio Ferreira e Marinho; Tamandaré, Bruno Octávio, Carlos Alberto, Lulinha e Wellington; Arce e Dentinho. Marcelo também teve de sair após levar a pior em uma trombada e deixar o campo sangrando.
O gol do Mogi também foi motivo de bronca por parte de Carpegiani. Renato aproveitou falha de Fábio Oliveira e ainda driblou Júlio César antes de marcar. Fábio foi liberado pelo BID (Boletim Informativo Diário) da CBF para atuar e pode ser a surpresa para a partida de domingo contra o Juventude, no Morumbi.
Após o empate, os garotos resolveram a situação para o Timão. Dentinho, duas vezes, Lulinha e Jean Carlos marcaram os gols alvinegros. Apesar do susto, o médico Fábio Novi pediu uma avaliação dos jogadores que deixaram o campo com dores antes de antecipar algo.
O desfalque da atividade foi o atacante Finazzi, poupado por Carpegiani após se queixar de dores musculares. “Não sou mais um garoto. O trabalho físico aqui é diferente do que eu fazia na Ponte Preta. Então senti um pouco, mas é natural”, assegurou o jogador de 33 anos, aconselhado pelo treinador a não seguir os passos do ex-companheiro Roger e evitar trabalhar com dores. “Se estiver sentindo alguma coisa é melhor ficar fora mesmo. Não existe necessidade de forçar nada”, completou.