A delegação do Corinthians retornou do México no início da tarde desta quinta-feira (15) contente e ao mesmo tempo insatisfeita com o ponto conquistado diante do Cruz Azul na Copa Libertadores. Para o elenco, que viajou por mais de nove horas logo depois da partida, o empate sem gols não correspondeu à boa atuação frente ao líder da chave.
“Poderia ter sido melhor por tudo que a gente jogou. Faltou só um golzinho para ser perfeito”, analisou o goleiro Julio Cesar, seguido por discurso praticamente idêntico do capitão Chicão. “Poderia ter sido melhor”, iniciou seu companheiro de retaguarda, “mas eles deram uma pressão no fim também, então foi um bom resultado pelas circunstâncias do jogo”.
A sensação de que dava para vencer não é enganosa. Mesmo fora de casa, a equipe brasileira comportou-se bem em campo e teve uma série de finalizações desperdiçadas. Não fosse a pontaria falha, o placar teria sido mais favorável, como lembrou Paulinho: “Não conseguimos os gols. Eu mesmo tive oportunidades, chutei três para fora e, em outra, o goleiro foi bem e fez a defesa”, lamentou o volante, um dos jogadores mais cansados no desembarque no aeroporto de Guarulhos.
Nas contas da comissão técnica, o empate terá sido bom apenas se o Corinthians conseguir derrotar os mexicanos no Pacaembu. A partida de volta, válida pela quarta rodada da fase de grupos, será na quarta-feira que vem. Com um triunfo, o time de Tite pularia para oito pontos, contra sete do Cruz Azul, e assumiria a dianteira, restando dois compromissos (Nacional-PAR e Deportivo Táchira).
Antes, porém, o apertado calendário reserva um compromisso pelo Campeonato Paulista. No domingo (18), o atual líder da competição tem pela frente o Botafogo-SP, em Ribeirão Preto.