Com apenas quatro pontos ganhos, na lanterna da competição, somente o triunfo mantém viva as poucas chances da tradicional equipe seguir na primeira divisão. O rebaixamento coroaria a decadência total do time, na Série C desde 2004.
“Não sei o que dizer para o torcedor que tem ido aos jogos e que tem nos apoiado, como sexta-feira, na derrota para o Villa Nova. É uma decepção para mim e para a torcida ver o América nessa situação. O pior de tudo é que nada vem dando certo, por mais que a gente se esforce. Não é nada fácil para os jogadores verem o time na lanterna. Dói muito. Muita coisa está errada para se chegar numa situação dessas”, assegurou o prata-da-casa Daniel Morais, emprestado pelo Cruzeiro.
Quatro pontos separam o América do Ituiutaba e cinco de sair da zona do rebaixamento. Poderia a equipe da pior defesa do Mineiro surpreender justamente nas duas últimas rodadas. Para Morais, a possibilidade é grande. “Enquanto houver uma chance, temos de lutar e tirar forças de nós mesmos. Vamos brigar até o último suspiro, isso é o que podemos prometer”, completou.
A fase para o atacante não é das melhores. Tanto que o prédio onde mora acabou assaltado na tarde de segunda e o trauma das ameaças acabou lhe afastando da partida em Andradas. Sem opções, o técnico Procópio Cardoso vai escalar Márcio Diogo e André. Euller pode ser a novidade no segundo tempo, pois acabou relacionado após se recuperar de uma cirurgia de fragmentação de pedras nos rins.
“Acho que fizemos bom jogo contra o Villa Nova (derrota por 2 x 1), apesar do resultado. Está difícil, mas temos de pensar primeiro em nós e vencer os dois próximos jogos, para sair de cabeça erguida”, assegurou Márcio Diogo.
Fora dos campos, a diretoria parece conformada com a degola. Tanto que os planos do presidente Antônio Baltazar já envolvem a disputa da Série C do Campeonato Brasileiro . “Não existe Série D do Brasileiro; então, nada mais natural que alguns times participem da C devido à sua posição no ranking da CBF. É por isso que iremos lutar”, afirmou. O Coelho é o 34º no ranking da CBF, com 555 pontos.
Olhando de fora o desespero americano, o Rio Branco ainda briga por uma vaga nas semifinais. A equipe tem 13 pontos, apenas um de desvantagem para a zona de classificação, e entra no G-4 temporariamente com um resultado positivo.