Que os clubes brasileiros atravessam um momento de crise, já não é mais novidade. Ontem, porém, foi possível ter conhecimento de detalhes, e números, acerca das dívidas que transformam o futebol nacional numa bolha prestes a explodir.
Além de salários atuais atrasados, os dirigentes precisam lidar com situações como causas trabalhistas que ajudam a complicar ainda mais as folhas salariais, além dos intrínsecos direitos de imagem, que também não estão em dia.
O Corinthians vive essa situação. Apesar de estar interessado na contratação do atacante Dudu, vindo do Dínamo de Kiev (UCR) e terá o pagamento parcelado pela equipe do Parque São Jorge, alguns jogadores do plantel reclamam que o direito de imagens ainda não foi pago.
“Não, não está em dia. A gente tem que ter um pouco de paciência também. Esperamos que neste ano as coisas possam voltar ao normal”, aponta o meia Renato Augusto.
Depois de perder a Unimed, parceira de longa data, o Fluminense busca esforços para se reerguer financeiramente. Agora, o clube das Laranjeiras procura montar um elenco competitivo com a apertada folha salarial.
Os custos mensais com o futebol em 2015 devem ficar na casa dos R$ 3,4 milhões. A quantia terá de abarcar os salários de jogadores, comissão técnica e outras despesas do departamento.
Outro fantasma que atrapalha o Fluminense está no passado: uma dívida de R$ 400 milhões que vem sendo paga em parcelas. A maior prestação fica por conta do Ato Trabalhista, que consome R$ 1 milhão mensalmente. As outras cotas ficam por conta da Timemania e do Refis.
O Fluminense não é o único tricolor brasileiro a sofrer. Em entrevista ao Arena SporTV, ontem, o presidente do Bahia, Marcelo Sant’anna, demonstrou o momento que o clube atravessa.
“O jogador mais caro do meu time se chama Trabalhista, que custa R$ 270 mil mensais”, compara o mandatário do Bahia.