Um dos clássicos mais charmosos do futebol nacional, Flamengo e Fluminense jogam nesta quarta-feira, às 20h30, no Maracanã, longe de suas tradições. O Flamengo soma 33 pontos no Campeonato Brasileiro e, assim como nos anos anteriores, luta contra o rebaixamento. Já o Fluminense, que estréia Paulo César Gusmão – o sexto técnico em 2006 – vem caindo de produção na competição e se encontra apenas um ponto à frente de seu rival.
No Flamengo, o técnico Ney Franco passou a semana inteira tentando encontrar a formação ideal para o seu sistema ofensivo, pois Sávio se recuperou de um problema muscular que o afastara dos últimos jogos. Depois de testar todas as duplas possíveis, o treinador mudou de idéia e resolveu lançar sua equipe no 4-3-3. Assim Sávio jogará um pouco mais recuado, com Luizão e Obina mais próximos à área.
Com esta formação, o meia Renato jogará mais recuado, enquanto Toró deixa o time. A possibilidade de o time ficar mais exposto no novo esquema não atormenta o zagueiro Fernando, que se diz mais preocupado com os três pontos. “Se o Flamengo fizer dez gols e sofrer oito, para mim está bom. O importante é o Flamengo ganhar”, disse Fernando que, no entanto, garante que não se descuidará do atacante Tuta.
Pelo lado do Fluminense, a maior expectativa está no banco de reservas, onde o técnico Paulo César Gusmão aparece pela primeira vez desde que foi contratado para substituir Antônio Lopes. O treinador já sabe o que deseja para sua equipe. “Estou aqui para recuperar a equipe. O grupo aqui tem muita qualidade e tenho certeza de que voltará a vencer. Quero que o Fluminense volte a jogar na Copa do Brasil, quando era uma equipe que arriscava, tocava bem a bola e fazia boas partidas”, disse o treinador.
O Tricolor, no entanto, tem problemas para esta partida. O principal desfalque é o lateral-esquerdo Marcelo, que terá que se apresentar à seleção brasileira antes do clássico. Com isso, Jean ganha uma chance na ala. Por outro lado, o meia Petkovic se recuperou de um problema muscular e volta ao time. E o Fluminense entra em campo motivado por uma invencibilidade que dura mais de dois anos sobre o rival. Nas últimas oito partidas, o Tricolor venceu quatro e empatou outras quatro. A última derrota aconteceu em fevereiro de 2004.