“Nego acha que a gente está caindo na cachaça, mas não tem nada disso não. A gente aproveita nossa folga do melhor jeito, temos nossa privacidade. Ninguém fala quando estou concentrado e deixo minha família, namorada, em casa. Quando eu achar que devo sair, vou sair e não dar satisfações a ninguém. Não sei se isso é coisa de torcedor do Avaí”, desabafou.
As críticas começaram após torcedores encontrarem Cícero e o lateral-direito Flávio em um show na cidade de Florianópolis. Resignado, o meia confirmou a badalação, explicou que se tratava de uma folga e admite cobranças, desde que sejam feitas pelo seu trabalho dentro de campo.
“Se quiser cobrar, que cobre no jogo. O extra-campo eu não admito que falem. Quinta-feira saí mesmo, umas duas da tarde, mas voltei umas oito da noite, nem madruguei. O torcedor que me viu, viu, era um feriado e tinha que aproveitar da melhor maneira” ponderou.
O Figueirense subiu para a sexta posição, voltou à briga por uma vaga na Libertadores e Cícero se vingou das críticas. Nos dois gols, ignorou os torcedores e correu para abraçar o técnico Waldemar Lemos, outro alvo de opiniões desfavoráveis no Alvinegro.
“Aquilo foi para mostrar que estamos unidos nesse campeonato. Até pelo próprio Waldemar, que é um excelente profissional, e está fazendo um bom trabalho. O torcedor tem que entender que estamos focados em conseguir uma boa classificação para o Figueirense”, completou.