O apito final do árbitro paraibano Emanuel Diniz de Araújo, quando já era noite na Capital Federal, foi uma das poucas novidades da vitória do Brasiliense sobre o Villa Nova (MG) por 2 x 1, ontem.
Os outros fatos em muito lembraram ocorridos semelhantes com o Jacaré em outros campeonatos, a começar pela falta de ambulância, que atrasou o início do jogo em mais de meia-hora – o carro não estava no estádio por falta de um ofício da federação.
Quando a bola rolou, os donos da casa foram praticamente o mesmo time que empatou nada menos do que quatro partidas seguidas: fez um tempo muito bom e outro tempo sem o mesmo rendimento.
Ontem, porém, o tempo bom foi o primeiro, ao contrário de outras partidas. Querendo se livrar do jejum de vitórias, o Brasiliense quase chegou ao primeiro gol com menos de um minuto de jogo.
Em tarde iluminada, o atacante Luquinhas perdeu chance cara a cara com o goleiro Brás, aos 16 minutos. Quatro minutos depois, porém, ele não perdoou. Recebeu lançamento e, com calma, tirou o zagueiro e o goleiro do lance para marcar um belo gol.
Pressão no segundo tempo
Depois do gol de empate, em bola defensável, o time mineiro partiu para cima. Aos 43, porém, o Brasiliense chegou ao gol salvador pelos pés do lateral-esquerdo Kaká. Após o jogo, o técnico Marcos Soares demonstrou preocupação para a próxima fase. “Fizemos um bom primeiro tempo. No segundo tempo, complicamos o jogo. É perigoso, sem dúvida, uma atitude dessas no segundo tempo em um jogo de mata-mata”, comentou.