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Futebol

Brasília se especializa em viradas improváveis

Arquivo Geral

28/02/2015 10h04

O campo do Defelê, na Vila Planalto, é reduto antigo do futebol brasiliense. O que poucos sabem, é que um dos primeiros locais destinados à prática do esporte bretão na capital federal hoje abriga aquele que pode ser um dos mais perigosos times do Centro-Oeste quando o assunto é competições em formato mata-mata.

Hoje, com a cabeça na primeira fase do Candangão, o Colorado recebe o Paracatu, às 16h, no Serejão.

A pecha de copeiro surgiu ainda em 2014, quando o Brasília conseguiu, seguidas vezes, se superar e reverter placares adversos no Candangão e na Copa Verde. Na competição nacional, o título foi, talvez, a maior mostra de força do Colorado: nas semifinais, o time chegou a estar perdendo por 2 x 0 na partida de volta, diante do Brasiliense. Um segundo tempo arrasador e irretocável deu a vitória por 4 x 2, pavimentando o caminho para o triunfo apoteótico, em um Mané Garrincha com mais de 50 mil pessoas.

No Candangão, o roteiro foi semelhante: diante do mesmo Brasiliense, um pênalti improvável, nos acréscimos e na casa do adversário deu ao time a vaga na decisão.

Logo no primeiro confronto da Copa Verde deste ano, o Colorado foi surpreendido pelo Independente-PA, perdendo por 2 x 0. Na partida de volta, o troco veio em grande estilo: massacre por 4 x 0 e um lugar para enfrentar o Luverdense-MT, pelas quartas de final.

Reforçado

Capitão do time desde o ano passado, o volante Pedro Ayub, afirma que as peças que chegaram recentemente à equipe, como o meia Héverton e o atacante Michel Platini tiveram atuação fundamental no triunfo.

“Nossa equipe ainda está em formação. Começamos a pré-temporada tarde, mas os jogadores que chegaram conseguiram mostrar resultado nesse segundo jogo com o Independente. Além disso, eles (o time do Pará) tiveram de enfrentar a mesma viagem que nós na ida. Conhecendo o clima, a gente conseguiu imprimir o ritmo de jogo.”

Saiba mais

O Brasília terá todo o ano de 2015 para mostrar a força em mata-matas.

Com o título da Copa Verde, a equipe se credenciou para a disputa da Copa Sul-Americana deste ano, garantindo um torneio no segundo semestre.

Além da competição continental, o Colorado ainda tem pela frente a Copa do Brasil, o Candangão e, claro, a edição deste ano da Copa Verde.

Os três torneios acima serão disputados no primeiro semestre.

A culpa é toda do comandante

Se uma pessoa pode ser classificada como responsável pela ascensão do Brasília, ela atende pelo nome de Luis Carlos Souza. O técnico do time candango mostrou competência ao montar times conscientes, que sabem se comportar em diferentes situações, até mesmo dentro de uma mesma partida. O que parece complexo, tem uma receita simples, ao menos na concepção do treinador.

“Sou muito chato. Cobro muito, exijo muito. Se eu cobro 110% deles no treino, se tiver algum relaxamento no jogo, eles vão estar 80, 90, 100%. Não imponho um jeito de jogar. Escolho o melhor grupo de jogadores que eu julgo para aquele momento. Pergunto se dá para fazer. A partir do momento que eles falam que dá, eles estão ferrados porque vou cobrar, ficar em cima”, garante.

“A gente vem sempre conseguindo reverter situações adversas, mas isso vem muito da cabeça do professor. Ele sempre trabalhou a gente para nunca desistir”, endossa o goleiro Artur.

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