Chuteiras coloridas, cabelos exóticos, tiaras, brincos, e chinelos nas refeições e hotéis. Se os atletas com idade para integrar as seleções brasileiras de base possuem esses hábitos e assessórios, é melhor desistirem do sonho de vestir a camisa do país.
Pelo menos é assim com Branco. Coordenador das equipes de baixo do Brasil, o ex-lateral proibiu as manias dos jogadores de futebol e impôs uma cartilha de “bons costumes”, adotando o estilo linha dura na seleção para evitar novos vexames como a fraca campanha na Copa do Mundo da Alemanha.
Além de hábitos costumeiros dos boleiros, Branco também vetou o uso de celular, walkman e Ipod em refeições e preleções. O ex-lateral se justifica e diz que é justamente na base onde os garotos têm de aprender a ter disciplina.
Se a postura rígida dá resultado, ainda é cedo para se falar, mas números já são apresentados pelo coordenador. A equipe sub-17, por exemplo, mantém uma invencibilidade de 27 jogos. Fora isso, o técnico da seleção principal, Dunga – também fã da linha dura – chamou até aqui para os amistosos 50% de atletas que passaram pela base brasileira. Casos de Daniel Carvalho, Dudu Cearense e Adriano, que foram campeões mundiais Sub-20 em 2003, nos Emirados Árabes.