Enquanto esteve no comando da Portuguesa, Candinho sempre lamentou o fato de não poder repetir a mesma escalação por duas partidas seguidas. Para o treinador, aquela era uma das explicações para a péssima campanha lusitana. Na última sexta-feira, após estrear com vitória de 1 x 0 sobre o então líder Náutico, no Canindé, Vágner Benazzi já prevê o mesmo tipo de dificuldade para a reta final da Segundona.
Para Benazzi, a forte seqüência de partidas irá ser prejudicial à Lusa. Só para efeito de comparação, a equipe enfrentou o Náutico na sexta, vai encarar o Paysandu, em Belém, nesta terça, e o Guarani, no Brinco de Ouro, na sexta. Em sete dias, serão 6.134 km viajados, incluindo no período treinos e concentração.
“Com certeza o time que jogou hoje (sexta) vai sofrer alterações. Vamos jogar terça, sexta, terça…Não somos robôs e não tem como nenhum jogador encarar essa série seguida sem dificuldades. Os jogadores precisam descansar para manter o empenho dentro de campo”, destacou Benazzi.
Algumas atitudes vêm sendo tomadas pela diretoria para amenizar os efeitos da viagem. A Portuguesa é uma das poucas equipes da Série B que viaja com dois dias de antecedência para as partidas – principalmente nos jogos fora do estado de São Paulo. Mesmo assim, Benazzi não dá folga e, quando os atletas estão na capital paulista, os treinos são realizados em período integral.
“Eu coloquei isso para eles, a responsabilidade de tirar a Portuguesa desta situação é totalmente deles. A Portuguesa rebaixada será uma mancha na carreira deles”, justifica o treinador.
A Rubro-verde segue na lanterna da Série B com 27 pontos e, para enfrentar o Paysandu nesta terça, na Curuzu, as alterações começaram. O volante Erick está suspenso pelo terceiro cartão amarelo, enquanto o meia Cléber, com câimbras é dúvida. Cleison pode voltar, recuperado de contusão muscular.