Terceira pior média de público da Série B com 710 pagantes, à frente apenas de Gama (685) e Ituano (282), e com público total de 9.943 pessoas nos seus 14 jogos em casa até aqui, a Portuguesa poderia estar esperançosa que sua campanha caseira lhe livrasse do rebaixamento à terceira divisão. Poderia, mas não está. Muito mais do que a falta de público, o técnico Vágner Benazzi acha que os lusitanos poderiam colaborar mais com a equipe, mesmo em baixo número nas arquibancadas.
“Eu esperava uma pressão da torcida do Guarani contra o time deles em Campinas, mas não houve nada. Pelo contrário, incentivaram, gritaram e, depois do jogo, saíram felizes com o resultado. O torcedor da Portuguesa tem que entender: nos 90 minutos, é preciso jogar junto com a equipe. Depois pode vaiar e eu até aprovo isso, pois os jogadores ficam ligados. Tem que vir e incentivar. Eles (torcedores) não sabem a força que têm”, destacou Benazzi.
A primeira amostra do pacto torcida/equipe foi dada na vitória de 1 a 0 sobre o Náutico, na estréia do treinador. Nesta terça-feira, a partida contra o Remo simboliza outro confronto direto com candidatos diretos ao rebaixamento. É apenas o primeiro de uma série de quatro que ainda inclui Ituano, Ceará e Vila Nova.
“Esperamos uma boa oportunidade e ela está aí. Muita gente já mandou na nossa caca. Agora é nossa vez”, disse. O único jogo no Canindé que foge da regra é diante do Atlético-MG, no próximo dia 31.
“Nesse ponto estamos favorecidos, mas falta muito para mudar isso, fazer o dever de casa da equipe. Pecamos muito nesse sentido”, ponderou Benazzi. Seu receio tem sentido. Foram apenas quatro vitórias e sete empates em São Paulo, trajetória no mínimo irregular para quem tenta permanecer na Segundona.