A união faz a força no Atlético-MG. Muitas qualidades podem ser designadas para explicar o título do Galo no Campeonato Mineiro, mas sem dúvida a mais importante delas é o conjunto formado pro Alvinegro. Mesmo com a derrota de 2 x 0 para o rival Cruzeiro, insuficiente para devolver os 4 x 0 impostos no primeiro duelo, o casamento entre torcida, funcionários, jogadores, comissão técnica e diretoria foi essencial para o sucesso atleticano. É a família de Levir Culpi, em perfeita união desde a vitoriosa campanha na última Série B.
“Todo mundo vai trabalhar alegre, quem freqüenta o CT percebe a união e a harmonia que atingimos. Eu nunca tive de intervir em nenhuma situação mais dura, como indisciplina. Jamais vou esquecer esse momento que estou vivendo aqui”, destacou Levir.
Momentos de turbulência foram vividos no início do ano, quando a equipe ficou sem vencer nas três primeiras rodadas e beirou a zona de rebaixamento. A vitória sobre o rival na fase de classificação reforçou o apoio dos torcedores, mostrou a importância da base formada na Série B e foi a largada para um período de 16 partidas invictas do time titular.
“Tivemos um pouco de dificuldade por causa da pré-temporada, algumas coisas estavam incorretas, mas o grupo foi se fechando e formamos uma família, fizemos por merecer o título”, destacou o atacante Vanderlei. O jogador é um exemplo de como a união do Galo faz a diferença. Contratado após ser artilheiro da Segundona pelo Gama, o centroavante era reserva, virou titular e voltou a perder a posição para Galvão. Nenhuma reclamação foi ouvida.
Outro ponto que ajuda o treinador é a aposta nas categorias de base. Por mais que a situação financeira fosse decisiva para a escalação dos garotos, a maioria deles se mostravam ressentidos por não conseguir salvar o Galo do rebaixamento em 2005. Isso após serem escalados nas últimas rodadas do Brasileirão e somarem 13 dos 15 pontos possíveis.
Remanescente desse período, o volante Rafael Miranda já planeja dias de glória com a camisa alvinegra. “Valeu pela força do grupo, a dedicação, conseguimos formar uma família aqui dentro. Conseguimos formar um grupo vencedor no Atlético. Espero que a gente mantenha o ritmo, pois agora teremos jogos mais difíceis, como o contra o Botafogo”, destacou, referindo-se ao duelo de volta com os cariocas pelas quartas-de-final da Copa do Brasil, quinta.
O mata-mata nacional, aliás, é a grande prioridade do Galo para a seqüência da temporada e a chance de somar mais um título no Alvinegro comove até os mais novos de casa, como o lateral-direito Coelho. “Melhor impossível, agora é só comemorar e agradecer a Deus pelo título. A união que a gente tem é espetacular, é comemorar e agora já queremos outro título que é da Copa do Brasil”, destacou.